Universitários defendem reforço de apoios na área da saúde mental

Os estudantes universitários estão cada vez mais preocupados com questões relacionadas com a saúde mental e a manifestação realizada esta terça-feira, no âmbito do Dia Nacional do Estudante, serviu igualmente para reclamar mais apoios junto do governo, nomeadamente nos cheques-psicólogo, medida anunciada pelo governo no ano transato, mas que dizem ser “insuficiente”.
Em março de 2026 e com o ano letivo prestes a terminar, “não há sinal” de desenvolvimentos dessa medida, queixa-se o movimento estudantil.
Luís Guedes, presidente da Associação Académica da Universidade do Minho refere que “houve no passado, recente [2024-2025] uma nova iniciativa, os cheques psicólogos e os cheques nutricionista, que entrou em vigor, depois acabou por deixar de estar em vigor e agora estamos em março e ainda não há sinal dessa medida ter voltado a ser implementada, ou seja, arriscamos chegar ao final do ano letivo de 2025-2026 sem a medida estar implementada”, avisa.
Confrontada pelos estudantes na reunião que decorreu conjuntamente com o ministério da educação, ciência e inovação, a ministra da juventude, Margarida Balseiro Lopes, confirmou que [a medida] estava a ser reestruturada para abranger mais estudantes, não só os do ensino superior e que terá uma tónica, em princípio diferente, no poder decisivo sobre a quantidade de consultas que cada estudante poderá ter”. Segundo explicou ainda o estudante da academia minhota, “a decisão ficará à partida ao encargo do profissional de saúde em vez de ficar, por defeito, limitada às doze consultas, como era anteriormente feito”.
Outra das propostas do movimento estudantil passa por garantir, nas instituições de ensino superior, um médico de família, algo que no caso da UMinho se justifica na ótica do presidente da AAUMinho lembrando que a academia minhota conta com 16 mil estudantes deslocados, no universo de 22 mil. “É lógico perceber que um estudante que não consegue ir a casa de forma relativamente frequente, desde logo não consegue também, por exemplo, aceder ao seu médico de família, no dia a dia”.Ou seja, são algumas das preocupações que nós temos e que vimos a elencar ao longo dos tempos”, sublinha.
Recorde-se que os Cheques-Psicólogo e Cheques-Nutricionista são apoios do Governo português destinados a estudantes do ensino superior (público, privado e cooperativo) para aumentar o acesso a cuidados de saúde mental e nutricional. O pedido é feito online no portal gov.pt.
No entanto, a medida está a sofrer alterações, segundo indicou esta terça-feira aos estudantes a ministra da juventude, Margarida Balseiro Lopes.
Os cheques deverão passar a ser integrados no programa Cuida-te, que promove a saúde mental e as boas práticas alimentares entre os jovens dos 12 aos 30 anos.
