UMinho e Município de Braga celebram Ano Novo Chinês com evento cultural e pedagógico

O Instituto Confúcio da Universidade do Minho (ICUM) e a Câmara Municipal de Braga (CMB) comemoraram a entrada no Ano Novo Chinês esta sexta-feira, com uma cerimónia dividida entre o Theatro Circo e o Salão Nobre da Reitoria da UMinho, e que contou com a presença do embaixador da República Popular da China (RPC) em Portugal, Yáng Yìruì.
Mais do que um momento simbólico, o evento reuniu representantes institucionais, académicos e empresariais, sublinhando não só a importância do diálogo intercultural e da cooperação internacional mas também o trabalho do ICUM na promoção do mandarim e da cultura chinesa na região.
Segundo António Lázaro, diretor do ICUM, já são 18 escolas na região que oferecem o ensino do mandarim com o apoio do Instituto, sendo que a grande maioria se concentram no município de Braga. O docente revelou, ainda, que é já “um número significativo de alunos” que se interessa por estudar mandarim ao ponto de participar no concurso de proficiência ‘Chinese Bridge’.
A principal razão, acredita o professor, é a consolidação do ICUM na região, nos últimos 20 anos, e a sua articulação com “outras unidades culturais da Universidade do Minho e com outras Escolas” e o município.
Para Hortense Santos, vereadora da Educação na CMB, não há dúvida de que este projeto, com a “visibilidade que tem tido e o trabalho feito” é benéfico para os alunos do concelho.
Desde 2015 que o mandarim integra o currículo pedagógico de alunos do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante como opção de língua estrangeira. Antes disso, já os alunos do primeiro ciclo do concelho tinham oportunidade de aprender o idioma como atividade extracurricular.
UMinho renova ligação à RPC através da educação, inovação e ciência
Ainda que esta seja a ligação mais óbvia, de acordo com o vice-reitor para a Cultura, Inclusão e Responsabilidade social, João Cardoso Rosas, a parceria entre a academia minhota e a RPC apoia-se também em protocolos com universidades e centros de investigação, na oferta de licenciaturas e mestrados centrados nas línguas e culturas chinesas e até na ligação com as comunidades da diáspora chinesa em Portugal.
“A China é hoje também uma grande potência tecnológica e isso é também importante para a universidade. Esse tipo de parcerias que vão para além da língua e da cultura e que se estabelecem nos domínios da ciência e tecnologia são realmente muito importantes para nós e eu creio que continuarão no futuro.”
Para Yáng Yìruì, tanto a academia minhota como o ICUM têm um papel importante no ensino das línguas e culturas chinesas em Portugal e na promoção da interculturalidade e intercâmbio. Esta relevância deve-se não só à qualidade da formação mas também à quantidade de pessoas que formam nestas áreas.
“Essas pessoas são os verdadeiros embaixadores da China em Portugal.”
A comemoração do Ano Novo Chinês volta novamente ao Theatro Circo no dia 16 de fevereiro com um concerto protagonizado pela Orquestra Filarmónica de Braga com a direção musical de Filipe Cunha. O concerto, promovido pelo ICUM, pretende ser um convite à partilha cultural e à celebração de um novo ciclo.
