UMinho apresenta guia de IA para trazer transparência e “nivelar” utilização

Guiã está apresentado e rege-se por quatro princípios: responsabilidade, transparência, inclusão e equidade e supervisão humana.

O que define uma utilização ética e responsável de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) na aprendizagem? É a questões como esta que o novo guia apresentado esta sexta-feira pela reitoria da Universidade do Minho pretende responder. A novidade foi apresentada numa sessão que decorreu esta no auditório B1 do campus de Gualtar, em Braga.

Este guia procura orientar o uso de IA segundo quatro princípios: responsabilidade, transparência, inclusão e equidade e supervisão humana.

Dalila Durães, que integrou a equipa responsável por este referencial, destacou à RUM a importância desta última componente, que “acaba por agregar todos os outros princípios”, relativos, por exemplo, “à justiça e à ética”.                                  

A docente da Escola de Engenharia da Universidade do Minho garantiu, ainda, que a equipa procurou um referencial “relativamente simples”, com poucas páginas, transmitindo o conteúdo de forma “aberta e não proibitiva”.

A lógica de criação deste guia de recomendações para o uso de IA, por Dalila Durães

Na prática, devem ser os docentes a orientar o estudo das suas turmas. Para isso, devem dar a conhecer aos alunos formas de recorrer a ferramentas de IA que estejam enquadradas com a unidade curricular em causa. Sempre que necessário, essas regras devem ser acompanhadas por momentos de formação aos estudantes.

Além disso, o documento procura garantir que alunos e professores recorram à Inteligência Artificial generativa de forma transparente, indicando nos seus trabalhos as referências produzidas a partir destas ferramentas.

Cabe aos docentes esclarecer os alunos sobre as regras de uso de IA nas suas aulas

Em tempos de avanços abruptos da tecnologia, com novas barreiras quebradas a cada dia, torna-se importante enquadrar a IA com o ambiente académico.

Em declarações à RUM, o reitor Pedro Arezes revela o objetivo de nivelar os níveis de literacia no uso de IA entre toda a comunidade académica, especialmente tendo em conta que este assunto “não tem o mesmo tratamento de forma coerente” entre todas as pessoas.

“Se alguns docentes e estudantes estão muito confortáveis com a IA, há outros docentes e estudantes que ainda têm algum desconforto e não conhecem os limites e as capacidades destas ferramentas.”

Um problema que merece atenção, segundo Pedro Arezes

Pedro Arezes e a necessidade de promover o crescimento da literacia em IA

A sessão contou igualmente com a apresentação de casos de sucesso na integração da Inteligência Artificial em contexto educativo e um momento de debate aberto ao público.

Na sequência de uma questão levantada por um membro da comunidade académica presente na sessão, o vice-reitor para a Modernização Institucional, Nuno Castro, deixou o compromisso de alargar estas diretrizes para o trabalho desenvolvido na investigação científica, mas sem se comprometer com uma data.

O documento será entretanto disponibilizado online para toda a academia.  

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David Alves Braga
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Sérgio Xavier
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