“Um Pavilhão Flávio Sá Leite do séc. XXI é notícia fantástica”

O presidente do ABC de Braga recorda à RUM “novela com vinte anos” que se prepara para “final feliz” e assinala que a requalificação paga pelo município vai trazer conforto a atletas e adeptos.
Declarações de Carlos Matos à RUM após aprovação da adjudicação da empreitada

O presidente do ABC de Braga, Carlos Matos, não esconde a felicidade e orgulho de assistir finalmente a uma obra tão aguardada por todos aqueles que gostam do clube academista.

A requalificação do Pavilhão Flávio Sá Leite, a “catedral do andebol português”, foi adjudicada à empresa Atlântinível – Construção Civil, Lda pelo valor de 8.634.173,57 euros, acrescido de IVA à taxa legal em vigor. A proposta foi votada por unanimidade na reunião camarária desta segunda-feira e assinada pela direção do clube de andebol bracarense.

O projeto prevê um prazo de execução de 630 dias e foca-se em resolver as “limitações estruturais e funcionais significativas” que, segundo os relatórios técnicos, colocavam em causa a segurança dos utilizadores e o cumprimento das normas regulamentares.

Aos microfones da RUM, o presidente do ABC de Braga, Carlos Matos, ex-atleta do clube que desde sempre conhecia as limitações daquele pavilhão, um dos mais antigos do país, assinalou tratar-se de “uma notícia absolutamente fantástica”. 

“É uma obra que o ABC necessitava com muita urgência,  não só pela degradação, mas também pela adaptação das condições a 2026”, começa por explicar.

A obra, que contou com contributos do clube “dentro dos possíveis” resultará num crescimento do ABC “a todos os níveis”, atraindo mais adeptos a um pavilhão que “será adaptado ao século XXI”. Carlos Matos é um daqueles academistas que acompanhou aquilo a que chama de novela com cerca de vinte anos. Sublinha a ideia de que o clube “não fez nenhuma exigência à câmara”, mas assegurou um “espírito de cooperação” e “bom senso”.

“Obviamente que nós queríamos sempre mais, e é natural, mas precisamos também das limitações que o próprio espaço traria. Aquilo que vai trazer é muito simples: dar conforto às pessoas,  porque hoje em dia ir ver um jogo do ABC no Sá Leite não é propriamente uma coisa muito confortável. No inverno está muito frio, está muito desconforto, no verão está muito calor. O projeto tem o cunho do ABC dentro daquilo que nos foi possível”, acrescentou, admitindo restrições técnicas, uma vez que o pavilhão não poderá crescer muito em volumetria. “O ABC tentou adaptar o pavilhão não só aos dias de jogo, mas também aos dias de treino, principalmente em zonas técnicas,  que ficará muito mais qualificado. Teremos ginásio, teremos muito mais balneários, o que até hoje era uma limitação diária e constante”, assumiu.

A transferência da logística diária do ABC de Braga para o Pavilhão de Vilaça será entretanto “uma boa dor de cabeça”. Lá decorrerão todos os treinos e ficará instalada “a base” do clube nos próximos dois anos, aproximadamente. Os preparativos estão em curso, mas é certo que o pavilhão será utilizado para todos os treinos e muitos jogos dos diferentes escalões à exceção das partidas a realizar em casa pelas equipas séniores que terão de jogar num pavilhão homologado pela Federação de Andebol de Portugal. Por isso, em princípio, o Pavilhão da Universidade do Minho deverá ser a casa dos jogos das duas principais equipas academistas ainda que faltem acertar detalhes entre as instituições.

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Elsa Moura
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Sara Pereira
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