ULS Braga: restrições na urgência de Obstetrícia persistem por falta de recursos humanos

Américo Afonso admite que carência de meios obriga a hierarquizar casos e pede aos utentes que utilizem o SNS 24 antes de se deslocarem ao hospital.
Palavras de Américo Afonso e Álvaro Santos Almeida.

O presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga, Américo Afonso, voltou a reconhecer a falta de recursos humanos para garantir o normal funcionamento do serviço de urgência de Obstetrícia e Ginecologia no Hospital de Braga.

A unidade de saúde tem enfrentado, nos últimos meses, várias restrições e condicionamentos. De acordo com o dirigente, esta realidade tem obrigado a “hierarquizar a prioridade de resposta” aos casos mais urgentes, bem como aos encaminhados pelo SNS 24 e pelo Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU).

Américo Afonso acrescenta que a resposta às grávidas tem sido assegurada — “não só na obstetrícia, mas também nos cuidados neonatais e pediátricos” —, apesar de reconhecer que “a expectativa era que fossem acolhidos todos os que se dirigem ao hospital”.

Com tempo de espera a rondar as três horas para doentes pouco urgentes e duas horas e meia para urgentes nas emergências da unidade bracarense, quando consultados pela RUM pelas 18h00, Américo Afonso aponta a necessidade de os utentes contactarem o SNS24 e os canais hospitalares, antes de deslocarem-se à ULS. O dirigente alerta que “as pessoas se dirigem muito ao hospital”, sublinhado que o Hospital de Braga deve ser “quase a última solução, quando as outras já estiverem todas esgotadas”.

À margem da cerimónia oficial da Abertura do Ano Médico 2026, que decorreu no Hospital de Braga, Álvaro Almeida, diretor-executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS), sublinhou que os tempos de espera nas urgências, a nível nacional, “estão em linha com o que é habitual nesta época do ano e até estão abaixo”. Segundo o responsável, as médias semanais em Portugal fixam-se agora nos 88 minutos, face aos 124 minutos registados há dois anos. Apesar do otimismo nacional, admitiu que “há situações concretas em que os tempos de espera são claramente acima do desejável”, citando o caso do Hospital Amadora-Sintra, que ultrapassou as 26 horas no passado dia 30 de dezembro.

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Marcelo Hermsdorf
Marcelo Hermsdorf

Jornalista na RUM

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