Synergia LAB arranca este sábado para promover a inclusão de comunidades migrantes em Braga

Arranca este sábado o SYnergia LAB, no Centro de Artes e Desporto Inclusivo, em Braga, uma iniciativa que pretende integrar jovens de diferentes origens culturais na comunidade. A par da vertente inclusiva, o projeto promove a aprendizagem, através da experiência prática e do trabalho em conjunto.
A iniciativa foi criada pela SYnergia, uma associação juvenil fundada em 2004 para prestar apoio comunitário em áreas de pouca visibilidade. 22 anos depois, o atelier surge do contacto escolas e com as comunidades locais e migrantes presentes em Braga.
Ricardo Sousa, um dos fundadores, falou à RUM sobre o propósito deste atelier intercultural: combater o discurso de ódio e promover a empatia, através da brincadeira.
“Surgiu a necessidade de começarmos a trabalhar aqui uma integração mais plena da parte mais jovem, que é aquela que nos diz mais respeito. Vamos pôr estes jovens a refletir e, acima de tudo, a serem mais empáticos uns com os outros e a interagirem, que é o mais importante neste projeto.”
Ricardo Sousa, em declarações à RUM
O SYnergia LAB conta com atividades todos os sábados, entre 10h00 e 12h00, sempre com um tema diferente.
O arranque, agendado para esta semana, foca-se na sustentabilidade ambiental. Estarão reunidos cerca de 40 participantes, entre jovens portugueses e comunidades estrangeiras, de países como a Índia, o Paquistão, PALOP’s e o Brasil.
Ricardo Sousa apresentou o plano de atividades, que inicia com uma breve apresentação. Surge, depois, a vertente prática. Os mais jovens vão reutilizar materiais para “produzir equipamentos”, nomeadamente desportivos.
As atividades desta semana vão juntar comunidades migrantes. Ricardo Sousa admitiu ter pensado a atividade para 40 pessoas, mas está pronto para receber mais.
Por esse motivo, reconhece a necessidade de repensar o programa das próximas semanas. Para Ricardo Sousa, “é sinal que o projeto está a ser bem recebido e que faz falta”.
“Por exemplo, nós vamos ter cerca de 20 jovens migrantes, mas naturalmente que podem aparecer mais e vão ser recebidos. Penso que vamos ultrapassar até esse número já na primeira sessão.“
A expectativa de Ricardo Sousa quanto ao arranque do atelier
O projeto reúne jovens com idades maioritariamente compreendidas entre os 15 e os 17 anos. As atividades decorrerem todos os sábados, entre as dez da manhã e o meio dia, no Centro de Artes e Desporto Inclusivo.
