Startup Braga no Top 50 dos principais hubs da Europa

A iniciativa Europe’s Leading Start-Up Hubs decorre desde 2024. No ranking de 2026 a Startup Braga surge no 35º lugar entre 180 hubs europeus.
Luís Rodrigues é atualmente administrador da InvestBraga mas ao longo dos últimos anos assumiu a direção da Startup Braga.

A Startup Braga alcançou o 35º lugar no ranking de hubs de startups do Financial Times – Europe’s Leading Start-up Hubs, –  sendo uma das quatro startups portuguesas no TOP 50 europeu.

Desde a criação deste ranking pelo Financial Times, a Sifted e a Statista, em 2024, que a Startup Braga integra o grupo de incubadoras europeias. Na ocasião começou com um 7º lugar entre 125 incubadoras. Em 2025 surgiu no 31º lugar entre 150 incubadoras e no 4º lugar a nível ibérico e em 2026, o 35º lugar [empatada com a The Fintech House com 80,30 pontos] entre 180 hubs de toda a Europa, sendo a terceira portuguesa do ranking e a única com sede fora da capital portuguesa.

À RUM, o administrador da InvestBraga, Luís Rodrigues afirma que a classificação demonstra a consistência da incubadora da cidade dos arcebispos.

“Os últimos anos têm-nos permitido colher alguns bons frutos de muito trabalho que tem sido desenvolvido desde 2014, desde a criação da Startup Braga(…) são reconhecimentos importantes para o ecossistema, para o trabalho de muitas startups, da comunidade acima de tudo, é um ranking que eu diria que celebra e assinala o mérito da comunidade, o mérito destes empreendedores”, começa por constatar o antigo diretor da Startup Braga. 

Notando como principal marco em termos de ecossistema de inovação e empreendedorismo, “o reconhecimento em 2025 do título de Rising Innovative City”, Luís Rodrigues considera a presença neste ranking uma “ótima notícia” que lança em simultâneo uma exigência do ponto de vista competitivo.

“Por muito que seja cada vez mais difícil competir com hubs de inovação, com orçamentos muito mais sólidos do que os nossos, com fundos de investimento de grandes dimensões próprias ou diretamente, intimamente associados a esses hubs de inovação isso naturalmente acaba por ter também um efeito catalisador do ecossistema que nos deve também colocar em alerta e perceber quais é que são as apostas que devem ser tomadas para o futuro, nomeadamente nos instrumentos, nas ferramentas de capitalização, de financiamento, de investimento no ecossistema. Temos que dar mais atenção a áreas como as ciências da vida e da saúde, a biotecnologia”, propõe.

Luís Rodrigues refere também a dimensão infraestrutural, nomeadamente o já anunciado BiomedTechHub e o Centro de Construção Sustentável.

Nesta medida, o antigo diretor da Startup Braga lança também um reparo: no âmbito dos quadros de financiamento anteriores, incluindo o PRR, “o investimento em infraestruturas tecnológicas na região do Cávado foi quase nulo, comparativamente, por exemplo, a sub-regiões como a área metropolitana do Porto ou o Ave, que concentraram nestes dois quadros 90% do investimento realizado pelo Norte em infraestruturas tecnológicas”.

Vai ocupar mais de 5.000 metros quadrados, distribuídos por três pisos, para apoiar investigação aplicada, desenvolvimento tecnológico e incubação de startups deeptech nas áreas da biotecnologia, bioengenharia e medicina.

O novo equipamento apresenta-se como uma das maiores apostas para os próximos anos na cidade de Braga. O consórcio inclui a UMinho, o Centro Clínico Académico de Braga, o INL, o IPCA, o instituto CCG/ZGDV, e um conjunto de empresas de base tecnológica e conhecimento intensivo.

Ainda assim, Luís Rodrigues sustenta que “ainda mais do que qualquer posição no ranking”, a Startup Braga valoriza “o impacto real no ecossistema” como são disso exemplo duas empreendedoras – Sónia Ferreira, fundadora e CEO da BestHealth4U e Neide Vieira, cofundadora e COO da IPLEXMED, seminfinalistas do European Prize for Women Innovators. “Talvez este seja o melhor indicador da maturidade e qualidade das startups que estamos a apoiar”, conclui.

A iniciativa Europe’s Leading Start-Up Hubs materializa-se numa publicação colaborativa entre o Financial Times, a Sifted e a Statista, destacando os principais hubs de startups na Europa, e em simultâneo as cidades, regiões e plataformas que mais se evidenciam no apoio ao desenvolvimento de novas empresas.

Ainda esta quarta-feira, a Startup Braga anunciou o lançamento da 10.ª edição do Programa de Aceleração, com uma premissa renovada após dois anos de interregno. A iniciativa foca-se agora em startups em fase MVP (Produto Mínimo Viável) que respondam a desafios urbanos e societais.

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Elsa Moura
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