‘Sons de Vez’ regressa com mais uma mostra de música portuguesa

O primeiro festival do ano dedicado à música portuguesa está de volta a Arcos de Valdevez. Aquele que também é o mais antigo festival do género, na sua 24ª edição, os ‘Sons de Vez’ leva ao auditório da Casa das Artes da cidade, Tiago Bettencourt, Carlão, Milhanas, A Garota Não e artistas nacionais emergentes já a partir do dia 7 de fevereiro até 28 de março, aos sábados.
O projeto, que nasceu no início do século com a inauguração do espaço cultural arcoense, surgiu da vontade de levar a cultura ao interior do país e manteve-se porque levantou a “bandeira da defesa da música portuguesa”. De acordo com Nuno Soares, diretor do festival, já passaram pelo espaço “mais de 280 projetos”.
“Projetos mais ou menos conhecidos, projetos que não eram conhecidos e que se tornaram conhecidos. Outros que se desmembraram, desapareceram e os seus elementos constituem hoje projetos bastante conhecidos da música portuguesa. Outros que desapareceram por completo”, sublinha.
Para o diretor, não é só a música que leva os fãs a Arcos de Valdevez, é também o espaço intimista que leva à “proximidade entre os artistas, os performers e o público”. Acontecem coisas que, na verdade, só foram vistas pelos próprios e pelo público aqui, e as pessoas estão sempre à espera de encontrarem nos sons de vez esta proximidade”, acrescenta.
A isto soma-se, ainda, “um alinhamento super eclético” que toca “várias sensibilidades” e, por isso, “é difícil que ninguém se reveja, pelo menos numa das datas e num dos nomes dos sons de vez”.
“O ‘Sons de Vez’, na verdade, traz sempre aquilo que é o pulsar da música portuguesa neste momento, nos momentos passados e olhando também para o futuro”, remata.
Espetáculos decorrem durante oito sábados, a partir das 22h00
O festival arranca, no dia 7 de fevereiro, com o regresso, “11 anos depois”, de Tiago Bettencourt, e uma primeira parte conduzida pelo Rui Fernandes Quarteto e a viola tradicional da Amarantina que “traz uma dimensão muito diferente, mas de altíssima qualidade”.
O segundo sábado, 14, leva a Arcos de Valdevez, os ‘Retimbrar’ precedidos do ‘Homem em Catarze’
A terceira e quarta semanas são “no feminino”. A 21 de fevereiro com a Milhenas e a Daniela Galhós, na primeira parte; já no dia 28, A Garota Não, com uma primeira parte ocupada por um “nome maior da música alternativa de intervenção americana”, Amy Rigby. A
O primeiro sábado de março, dia 7, arranca ao som de Carlão, “com um novo trabalho, e com uma sonoridade diferente, muito urbana, de intervenção e muito questionadora”.
Na semana seguinte, a 14 de março, mais um regresso ao ‘Sons de Vez’. A última tour dos PAUS antes da suspensão, “até porque todos os seus elementos têm projetos paralelos super ativos” e que muitos deles também já passaram pelo palco da Casa da Artes de Arcos de Valdevez. A primeira parte é assegurada pelo projeto ‘MONCHMONCH’.
A 21 de março, o espaço recebe os ‘Best Youth’ para apresentar o novo trabalho ‘Everywhen’. A primeira parte fica a cargo da dupla italiana, a viver em Portugal, Ardours.
O ‘Sons de Vez’ termina a 28 de março com “um grupo verdadeiramente histórico da pop/rock portuguesa”. Os ‘Delfins’ regressam à Casa das Artes e trazem ‘U Outro Lado’, um espaço “único de reencontros e proximidade por excelência”, onde o público ficará imersivo nas memórias futuristas da grande dinâmica que sempre marcou o percurso da banda.
Todos os concertos estão agendados para as 22h00 e, à semelhança das edições anteriores, estarão patentes no foyer da Casa das Artes as fotos mais expressivas e emotivas dos concertos de 2025.
Os bilhetes oscilam entre os 10€ e os 12€ e ficam disponíveis para compra no primeiro dia útil da semana de cada espetáculo, por telefone para a Casa das Artes de Arcos de Valdevez, ou online via Ticketline.
