Sinistralidade na Páscoa. MAI lamenta números registados e promete pacote de medidas

O Ministério da Administração Interna assume que é preciso ir mais longe noutras matérias que influenciem diretamente o comportamento do condutor, criando um ambiente rodoviário seguro e compromete-se em breve a anunciar um pacote de medidas estratégicas para reduzir a sinistralidade.
Numa reação aos números da operação Páscoa 2026 e num comunicado enviado às redações, o ministério tutelado por Luís Neves avisa que “nenhuma viagem vale uma vida” e que “cumprir as regras, respeitar os outros utilizadores da via pública e adotar uma condução prudente são comportamentos indispensáveis”.
No comunicado, o ministério da administração interna evidencia que “é tempo de agir” comprometendo-se muito em breve com a apresentação de um pacote de medidas estratégicas, a médio e longo prazo, e outras mais imediatas.
“Apesar do reforço da fiscalização no terreno e das campanhas de sensibilização promovidas pelas Forças de Segurança confirma-se a persistência de comportamentos de risco: condução sob efeito de álcool, excesso de velocidade e o uso indevido do telemóvel durante a condução”, refere a mesma nota.
A Operação Páscoa 2026, levada a cabo pela Guarda Nacional Republicana (GNR) e pela Polícia de Segurança Pública (PSP), terminou, às 23h59 desta segunda-feira, com 2.602 acidentes, que resultaram em 20 mortos, 53 feridos graves e 845 feridos leves.
O Ministério da Administração Interna endereça sentidas condolências às famílias enlutadas. Encaramos estes dados com profunda preocupação e consternação. Cada vida perdida nas estradas representa uma tragédia pessoal e uma família destruída. Nenhuma morte na estrada é aceitável. Lembramos também os tantos feridos que ficarão com sequelas para a vida, traumas muito difíceis de recuperar.
Por fim, o ministério apela a uma resposta conjunta a este flagelo. “O Governo e demais entidades públicas, nomeadamente as tuteladas pelo Ministério da Administração Interna – ANSR, GNR e PSP – continuam a desenvolver, de forma permanente, ações de sensibilização e fiscalização rodoviária”, finaliza.
