Serge Fritz regressa ao “vício do palco” e a exploração sonora em concerto no Theatro Circo

O músico bracarense Sérgio Freitas sobe ao palco do Theatro Circo este sábado, pelas 21h30. O espetáculo, fruto de uma residência artística, foca-se na exploração de novos caminhos após a estreia a solo com o álbum Gandulo, em 2022.
Sob o alter-ego Serge Fritz, o músico apresenta um panorama da uma carreira de duas décadas na música independente e passagens por projetos como Sensible Soccers ou Mind da Gap. No espaço bracarense, Sérgio Freitas encara o palco com a mesma humildade do primeiro dia. Nesta nova fase a solo, entre o piano e a eletrónica, a ansiedade torna-se um vício solitário e gratificante, num “medo potenciado, vezesdez”, mas que traz um alívio “muito bom” no fim, afirma em entrevista ao programa da RUM, ‘Português Suave’.
Apesar de admitir que não sabe exatamente “qual vai ser o alinhamento” e o que vai fazer no palco, com uso logo à partida do piano, ou não, e quer que o momento dite a estrutura melódica e “deixe acontecer”. Garante, entretanto, que apresença do público é um privilégio que exige seriedade e entrega total. “Se aquelas pessoas tiram uma hora do seu tempo para se sentarem a ouvir-me, a única coisa que tenho de fazer é ser humilde e tentar fazer o melhor que puder”, afirma o músico.
Após um ano de 2025 mais dedicado à composição de estúdio, o artista confessa sentir a “ressaca” da performance ao vivo, descrevendo a ansiedade que antecede o espetáculo como um vício necessário. O espetáculo servirá também para dar continuidade ao universo de ‘gandulo’, o seu álbum de estreia a solo lançado em 2022, que surgiu em plena pandemia.
Ao olhar para trás, reconhece que a obra é “demasiado eclética”, funcionando como um cartão de visita que sintetiza todos os géneros e “filões” que explorou ao longo dos anos.
c/ Sérgio Xavier
