SASUM trabalham com orçamento de 10.5ME em 2026

Em 2026 estão previstas mais intervenções nas atuais residências, investimentos para renovação de equipamentos e a contratação de seis funcionários. Números detalhados pela administradora na reunião do Conselho Geral, esta terça-feira.
Declarações do conselheiro Luís Guedes e da Administradora dos SASUM Alexandra Seixas

Os Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM) vão trabalhar em 2026 com um orçamento de 10.5ME. O documento foi apresentado, discutido e aprovado esta terça-feira à tarde, em sede de reunião de Conselho Geral.

De acordo com a administradora dos SASUM, Alexandra Seixas, o investimento poderá entretanto ser reforçado com a renovação de infraestruturas e modernização de equipamentos, as principais necessidades identificadas. No mapa de pessoal, e apesar da previsão de abertura de duas novas residências universitárias, os SASUM antecipam a contratação de apenas seis funcionários.

Face a 2025, o orçamento regista um reforço de mais de 4%, ainda assim abaixo daquilo que a administração pretendia por força de limitações financeiras já conhecidas. “Representa um aumento de aproximadamente 4.36% face a 2025, um mapa de pessoal de 260 trabalhadores e 1400 camas, prevendo-se mais 900 camas para o ano de 2026/2027 se correr tudo bem com a residência de Santa Luzia, 21 unidades alimentares e três instalações desportivas”, especificou na reunião que decorreu no Salão Nobre da Reitoria.

Apesar da abertura de duas novas residências universitárias neste ano de 2026, a administração dos SASUM prevê apenas mais seis postos de trabalho face ao ano anterior perfazendo um total de 260 trabalhadores.

No ano de 2026 os SASUM vão gerir mais 900 camas e requalificar uma centena de quartos nas atuais residências universitárias. Área da saúde mental será reforçada com mais profissionais.

Em 2026, a administração antecipa um aumento de receitas próprias em 5.48%, “um valor superior ao crescimento de 2.49% registado em 2025”. São mais 331 mil euros que resultam de uma maior afluência aos serviços disponibilizados no 1º semestre de 2025.

Como tem sido noticiado, as atuais residências universitárias carecem de um investimento considerável não só nos quartos, mas também nos restantes serviços que oferecem. O processo de recuperação começou com a intervenção em 20 camas, mas faltam 106, disse a administradora em resposta às questões colocadas pelos conselheiros.

Entretanto, na sua intervenção, Luís Guedes, representante dos estudantes e presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho) elogiou o projeto de requalificação das residências universitárias previsto para 2026 apelando a que sejam salvaguardadas intervenções periódicas para evitar a degradação destes equipamentos no futuro, nomeadamente nas novas residências em Braga e Guimarães, Confiança e Santa Luzia, respetivamente.

Melhoria de condições nas salas de refeição e novos espaços de convívio nas antigas residências são pontos positivos identificados por Luís Guedes. “Gostei do ênfase nas salas de refeição e nas cozinhas, mas temos o caso da residência de Azurém em que os SASUM deram uma boa prova de fazer muito com pouco. Temos agora um espaço que era um bar transformado num espaço comum, um caso de sucesso que podia ser replicado na residência de Santa Tecla”, sugeriu.

Na área da saúde mental, o representante dos estudantes questionou a administradora dos SASUM sobre a realização ou não das reuniões em grupo nesta fase, e quis esclarecer o que levou ao encerramento do gabinete médico no campus de Azurém. Ora, com uma psicóloga clínica e uma educacional, os SASUM promovem trabalho na área do sucesso académico e segundo a administradora continuam a decorrer sessões em grupo. Já no que respeita ao reforço de profissionais na área da saúde mental foi contratado mais um psicólogo no ano de 2025, mas o processo não ficará por aqui.

Alexandra Seixas ressalva a redução de preços das consultas e reconhece que há mais pedidos por parte de estudantes instalados nas residências universitárias. “Reduzimos os preços, os estudantes bolseiros não pagam nada e os estudantes sem serem bolseiros pagam uma taxa de 5 euros”, revelando que a solicitação de consultas é feita na sua maioria por estudantes deslocados e que vivem nas residências universitárias.

Esta terça-feira o Conselho Geral da UMinho reuniu para discutir e votar ainda o orçamento da instituição para o ano de 2026.

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Elsa Moura
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Carolina Damas
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