SASUM investem cerca de 600 mil euros na transição para “cozinhas inteligentes”

Os Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM) estão a modernizar as suas unidades alimentares com tecnologia de última geração. O investimento procura dar resposta ao envelhecimento dos equipamentos, à falta de mão de obra e à necessidade de melhorar as condições de trabalho e saúde dos funcionários.
A decisão de avançar com a renovação tecnológica das cozinhas da academia minhota começou a ser delineada há cerca de dois anos. Alexandra Seixas, administradora dos SASUM, explica que a realidade diária nas unidades alimentares exigia uma intervenção urgente. “Fui ouvindo e apercebendo-me que os equipamentos tinham 30 e tal anos e as condições de trabalho eram complicadas, com panelas de 50 quilos. Tínhamos de fazer alguma coisa”, recorda.

Para fazer face à crescente escassez de profissionais no setor e ao desgaste físico da equipa, os SASUM apostaram na transição para “cozinhas inteligentes”. A medida visa “otimizar, modernizar e facilitar a vida aos trabalhadores”, num serviço alimentar que, ao contrário da grande maioria das universidades portuguesas, com exceção de Coimbra, se mantém internalizado e não concessionado a entidades externas.
‘Bimbis industriais’ e maior eficiência
A procura por soluções inovadoras no mercado levou à aquisição de equipamentos de alta rentabilidade, como fornos de última geração e robôs de cozinha de grande escala. José Saavedra, diretor do Departamento Alimentar dos SASUM, destaca a drástica redução nos tempos de confeção e no consumo de energia.
“Estamos a falar de “bimbis industriais’ muito mais eficientes. Para se ter uma ideia, um forno tradicional demora entre 45 minutos a uma hora. Aqui, no máximo dos máximos, em 20 a 25 minutos o produto é disponibilizado ao aluno”, detalha o responsável.
Além de acelerar o serviço, a nova tecnologia tem um impacto direto na saúde ocupacional, prevenindo o desgaste dos funcionários. O projeto tem em mente a introdução de máquinas de lavar mais ergonómicas e ferramentas automáticas com o objetivo central de “diminuir as tendinites e acidentes de trabalho”.
Trabalhadores surpreendidos com a “revolução”
Apesar da exigência da adaptação inicial, que envolveu “muita formação” dada pelas marcas e de forma interna, a mudança foi muito bem recebida por quem está no terreno. “O feedback que tenho dos funcionários é que eles nunca contavam com uma revolução destas. Já falei com vários e todos me dizem: ‘ainda bem que revolucionou as cozinhas desta forma'”, partilha José Saavedra.
Todo o processo de modernização tecnológica e adequação das ementas está a ser acompanhado em permanência pela equipa de nutrição dos SASUM, garantindo uma resposta atenta às novas exigências alimentares da comunidade estudantil.
O investimento global, que deverá rondar os 600 mil euros, está a ser feito de forma gradual. Neste momento, os novos equipamentos tecnológicos já se encontram instalados e em pleno funcionamento em todas as cantinas da Universidade do Minho, estando previsto, a breve trecho, o alargamento desta renovação também aos bares da academia.
