SASUM assinalam aumento de estudantes com necessidades económicas

Até 31 de março, foram atribuídas cerca de 5160 bolsas de estudo, sendo que a percentagem de aceitação de candidaturas ronda os 80%.

Houve um aumento significativo do número de estudantes da Universidade do Minho (UMinho) que relataram fragilidades económicas neste ano letivo. Até 31 de março, foram atribuídas cerca de 5160 bolsas de estudo, sendo que a percentagem de aceitação de candidaturas ronda os 80%.

De acordo com o relatório de Atividades e Contas dos SASUM de 2025, apresentado esta manhã durante o Conselho Geral da UMinho, até ao momento foram aceites 18 pedidos de apoio referentes ao Fundo de Apoio Social bem como 41 pedidos direcionados ao programa de apoio informático a estudantes. A bolsa de colaboração de estudantes aumentou em cerca de 70% em relação ao ano anterior.

De acordo com Alexandra Seixas, administradora dos Serviços de Ação Social da UMinho, o aumento dos pedidos prendem-se sobretudo a necessidades económicas, mas também àquelas associadas à frequência dos alunos no ensino superior.

A administradora dos SASUM detalha as tendências dos pedidos de apoio dos estudantes bolseiros

“Em 2025, continuamos a verificar fragilidades significativas, refletindo-se numa elevada procura de apoios sociais. Foram ainda atribuídos apoios extraordinários, complementares às bolsas de estudo, o que também demonstra que cada vez os nossos estudantes têm mais dificuldades”

No que diz respeito ao alojamento, os números de candidaturas aceites tem-se mantido praticamente intocável. No ano letivo 2025/2026 foram cerca de 1300 os alunos que conseguiram uma vaga numa das residências da UMinho.

Com uma percentagem de ocupação de cerca de 66%, os estudantes bolseiros são ainda o grupo que, ano após ano, mais ocupa estas estruturas.

As fragilidades económicas dos estudantes da academia minhota

“Verificamos que a proporção de estudantes bolseiros se mantém praticamente inalterada. Dois terços das nossas residências são ocupadas por parte de estudantes bolseiros e esta tendência evidencia que as residências continuam claramente a desempenhar um papel fundamental de apoio aos nossos estudantes economicamente mais vulneráveis”.

Perante este cenário, os Serviços de Ação Social sublinham a necessidade imperativa de manter e reforçar as atuais redes de suporte, garantindo que nenhum aluno abandona o percurso académico por falta de meios financeiros.

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José Silva Brás
José Silva Brás

Jornalista na RUM

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