Roteiro literário da AEB e BLCS apresentam bracarenses À poesia

A partir desta sexta-feira, até 20 de abril, a ‘Poesia à Montra’ convida bracarenses e visitantes a descobrir poemas de Fernando Pessoa e dos seus heterónimos, em 30 montras no centro de Braga, numa iniciativa que cruza cultura e comércio local, convidando a uma nova forma de viver e percorrer a cidade.
A iniciativa organizada pela Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (BLCS) em parceria com a Associação Empresarial de Braga (AEB) para assinalar o ‘Dia da Poesia’, 21 de março, pretende ainda sensibilizar as pessoas para a importância da leitura.
Quer seja através dos diferentes métodos de disseminação, quer seja através da complexidade variável dos textos expostos, esta é apenas uma forma de tornar a literatura e a cultura literária “acessível ao público”. Para Aida Alves, diretora da BLCS, o propósito da iniciativa passa por expor o público ao género literário e fazer com que “leiam mais e melhor”.
“A poesia não tem que ser chata, tem que ser bem administrada, e é esse exercício que nós pedimos: para as pessoas não voltarem as costas à poesia, não dizerem que não gostam da poesia, porque todos os dias quase a poesia nos entra pelos ouvidos”.

Da parte da AEB, “mais do que fazer uma exposição literária”, a iniciativa pretende também “valorizar o comércio de proximidade, a experiência de visita ao centro de Braga” assim como esta associação entre “a cultura, o comércio e a criatividade”.
Cada excerto exposto tem associado um QR-code onde é disponibilizado o poema na integra e o mapa do percurso literário que se estende do Arco da Porta Nova à Arcada.
Para manter vivo o título de ‘Cidade Criativa das Media Arts’, chancela atribuída à cidade em 2017, este sábado, em parceria com a associação Tin.Bra, a iniciativa ocupa também o interior e as explanadas de seis cafés históricos com a declamação de poemas.
“Braga é uma cidade criativa, que conjuga de forma, eu diria, quase que perfeita, de forma muito harmoniosa, a tradição com a inovação e, portanto, este é, de facto, também um bom exemplo desta capacidade que Braga tem de se afirmar pela criatividade, pela cultura e pela inovação”
Até 20 de abril, o público poderá ler ainda excertos de poemas, de autores bracarenses inclusive, também nos toalhetes amarelos espalhados pelos estabelecimentos do centro e nas bulas e receitas médicas prescritas pelas 24 farmácias aderentes.
