Responsabilidade partidária e institucional levam Paula Brito a assumir candidatura ao CDS de Braga

Paula Brito quer contribuir para a renovação do CDS-PP de Braga e recuperar a mobilização nas freguesias do concelho, assumindo que os centristas têm perdido força nos processos eleitorais nas freguesias. A centrista, com militância há quase quarenta anos no CDS-PP, espera suceder a Altino Bessa na liderança da comissão política concelhia e conta na comissão de honra com o militante nº1, Mendes Carvalho.
A candidatura foi apresentada em conferência de imprensa, esta quarta-feira num dos cafés emblemáticos da cidade.
A docente com mais de trinta anos dedicados ao ensino, surgiu como nº6 na lista da coligação Juntos por Braga à Câmara municipal de Braga nas autárquicas de outubro passado e afirma que se apresenta a sufrágio por responsabilidade partidária e institucional.
“Assumo como prioridade uma política de proximidade, que escuta os cidadãos, respeita as freguesias e valoriza o papel da rede social” – Paula Brito
“Esta candidatura não nasce de uma ambição pessoal nem de uma disputa interna, nasce de um sentido de responsabilidade partidária e institucional. Braga é hoje um concelho dinâmico, jovem e em crescimento, mas enfrenta desafios exigentes: o acesso à habitação, a mobilidade, a coesão social, a segurança, a sustentabilidade ambiental e a necessidade de um desenvolvimento económico que não deixe ninguém para trás. Assumo como prioridade uma política de proximidade, que escuta os cidadãos, respeita as freguesias e valoriza o papel da rede social”, começou por responder à imprensa local.
Com o CDS-PP a integrar desde 2013 o executivo municipal de Braga através da coligação Juntos por Braga, a candidata insiste numa política de proximidade e recusa que a concelhia seja um espaço de sobrevivência política. Instada a responder se essa seria uma mensagem para o seu adversário, Luís Pedroso, com uma militância mais recente no CDS-PP, Paula Brito recusa a colagem, mas vinca a sua ligação de décadas ao partido. “Quem me conhece, eu estou no CDS há 40 anos. Eu fui uma segunda linha do CDS, com muito gosto, porque tive as minhas prioridades. Como jovem, a parte da formação académica, depois, a minha prioridade profissional, sou professora, e a família. Hoje já tenho esta disponibilidade que não tinha”, clarificou.
“Nunca houve nenhuma mulher em Braga a liderar o CDS, mas poderá ser agora”
O CDS local poderá pela primeira vez na sua história ser liderado por uma mulher. Questionada sobre este ponto, Paula Brito recordou o movimento de Mulheres Centristas que existiu no passado e mencionou personalidades que acompanhou e a inspiraram na caminhada como militante, nomeadamente a antiga deputada Luísa Raposo e em Braga, Maria Dália Lima e Helena Pimenta de Castro. “Foram as senhoras que me motivaram, que me incentivaram a estar mais presente na política. Nunca houve nenhuma presidente mulher em Braga, não aconteceu, mas já houve muitas mulheres que trabalharam e que tiveram um papel muito importante no CDS em Braga. Não aconteceu, mas poderá ser agora”, atirou.
Mendes Carvalho, militante nº1, que no passado assumiu diferentes funções nomeadamente como deputado na Assembleia da República e vereador na câmara de Braga, é um dos apoiantes de Paula Brito tendo surgido hoje ao lado da candidata.
Filha de um dos fundadores do CDS-PP e ligada desde tenra idade ao partido, Paula Brito sublinha a ideia de que “quando o CDS governa, a concelhia não pode ser um espaço de ambição pessoal, nem de sobrevivência política”, mas sim “um instrumento de estabilidade, confiança e responsabilidade coletiva”. Aponta, por isso a um espaço “de compromisso de trabalho, não de expectativa”, conjugado com uma abertura ao diálogo e à construção de soluções conjuntas.
Questionada sobre a candidatura que encabeça representa uma continuidade do trabalho realizado por Altino Bessa, saúda o legado do centrista que considera ser bem visível pelas responsabilidades que foi desempenhando nos sucessivos executivos municipais desde 2013, com destaque para a vice-presidência da autarquia no mandato 2025-2029.
Segundo a candidata está a decorrer um processo de auscultação de ideias e propostas tendo em vista a elaboração de um plano para o mandato que pretende cumprir, caso mereça a confiança dos militantes.
Luís Pedroso, com uma militância mais recente no CDS-PP, também é candidato

Luís Pedroso também pretende avançar com uma candidatura à liderança da concelhia centrista liderada atualmente por Altino Bessa.
Com uma militância de pouco tempo, quando comparado com Paula Brito, o antigo presidente da União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade começa por justificar a corrida à presidência da comissão política concelhia com um desafio que terá sido lançado pelo atual presidente, apesar de a própria candidata Paula Brito declarar igualmente que pretende dar continuidade ao trabalho do também vice-presidente da CMB.
À RUM, Luís Pedroso assume que se candidata depois de “um desafio praticamente feito pelo presidente da concelhia, Altino Bessa, há um ano”.
“Quero dar continuidade ao trabalho espetacular que ele [Altino Bessa] desenvolveu nos últimos anos”, disse. Na ótica de Luís Pedroso a existência de mais do que uma candidatura “quer dizer que o partido está com pujança” e “faz muita falta à cidade e ao país”. “Há quem diga que somos poucos, mas somos poucos mas somos bons, temos alguns quadros importantes”, acrescentou.
As eleições para a comissão política concelhia do CDS-PP de Braga ainda não estão agendadas uma vez que a data só poderá ser marcada após a realização do congresso nacional do CDS, que decorrerá em março ou abril.
