Reitor da UMinho antecipa concretização de 41 medidas no plano de atividades de 2026

O Plano de Atividades da Universidade do Minho para 2026 apresenta um total de 111 medidas, mas o novo reitor, Pedro Arezes assume desde já que apenas 41 delas deverão ficar concluídas este ano, e que as restantes, por força das suas especificidades, apenas se iniciem neste primeiro ano em funções da nova reitoria com a sua continuidade e conclusão nos anos seguintes.
As 111 medidas anunciadas no dossier representam 63% do total para o quadriénio.
O documento foi apresentado esta terça-feira pelo novo reitor, Pedro Arezes em sede de reunião do Conselho Geral (CG) da Universidade do Minho (UMinho), reconhecendo que possa ser “um número excessivo”, mas ressalvando que “muitas delas estão aqui porque se iniciam neste ano, mas é impossível que se completem este ano”. Apenas 41 medidas serão para executar apenas em 2026, ¼, “o que é razoável para um quadriénio”, defendeu.
Com um orçamento elaborado pela reitoria de Rui Vieira de Castro que deixou as funções no início de dezembro, a nova equipa reitoral assume que esta é uma fase que “obriga a antecipações por um lado e a adiamentos, por outro”. Ao todo são seis as áreas de intervenção constando várias preocupações com a comunidade docente, o edificado e os métodos de ensino com a Inteligência Artificial a sublinhado já que dela dependerá em parte a transformação que se pretende levar a cabo nos processos burocráticos a que a instituição, sobretudo docentes, investigadores e técnicos administrativos e de gestão estão atualmente sujeitos.
“Não só (a IA) tem que ter aplicação em vários domínios da universidade, no ensino, mas sobretudo na parte administrativa, de eficiência organizativa. Nós somos nalguns casos peritos particulares de IA e teremos que ser capazes de encontrar ferramentas que nos ajudem a ser mais eficientes, não tenho dúvida que o podemos fazer,” admitiu. Pedro Arezes mencionou ainda o caso do ensino e a dificuldade identificada junto de alguns docentes para “lidar com a nova realidade”. Para o antigo presidente da Escola de Engenharia, a instituição deverá “assumir um papel de referenciais e de ajuda a quem se sinta mais perdido” na aplicação da Inteligência Artificial em contexto académico.
Além da modernização e manutenção das infraestruturas, a instituição deverá apostar mais na sustentabilidade.
Pedro Arezes fez questão de realçar perante os conselheiros a “reativação do conselho cultural” prometendo para breve a “nomeação da presidente”. A ideia é dotar o Conselho Cultural dos meios necessários para que apresente “um impacto cultural significativo”.
