Quão presente está a IA no dia a dia dos estudantes da UMinho?

Uns consideram-na uma ferramenta útil, outros demarcam-se pelo ceticismo. Alguns consideram-na uma ameaça, outros anseiam o seu aperfeiçoamento. As experiências variam entre os alunos da Universidade do Minho quanto ao uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA), mas todos convergem na ideia que este avanço tecnológico veio para ficar.
Para compreender melhor como a Inteligência Artificial se enquadra no contexto académico, a RUM foi ao campus de Gualtar, em Braga, falar com os estudantes sobre a forma como interagem, no seu dia a dia, com ferramentas de IA.
PAra uns, uma “boa ferramenta”, para outros, “pouco confiável”
Os hábitos de utilização destas plataformas variam entre os entrevistados. Muitos defendem já consideram a IA uma ferramenta assídua no seu estudo.
Os livros fazem-se acompanhar, cada vez mais, pelo apoio da Inteligência Artificial. Trata-se de um novo paradigma reconhecido por todos os estudantes da academia entrevistados, mas alguns preferem adotar uma postura cautelosa.
Usá-la com um “pensamento crítico” é, para alguns inquiridos, uma maneira de contornar possíveis erros.
Empregos em risco?
Com o crescimento abrupto destas plataformas no dia a dia dos estudantes, levantam-se questões sobre se estas poderão, um dia, substituir os empregos dos alunos da academia minhota.
As opiniões voltaram a variar entre os entrevistados, sendo que muitos admitem esperar que, no futuro, surjam reestruturações nos cargos que ambicionam exercer.
Há, ainda, quem prefira encarar esta incerteza com esperança. Muitos estudantes da Universidade do Minho estão confiantes que, no seu futuro profissional, a sensibilidade humana ‘falará sempre mais alto’.
A Inteligência Artificial é, cada vez mais, uma ‘almofada’ no dia a dia dos estudantes, mas o ‘conforto’ a longo prazo pode não estar assegurado.
O relatório ‘Digital Education Outlook 2026‘, da OCDE, alerta para os riscos de utilizar a IA como um “atalho”, e não uma ferramenta de aprendizagem. Quando isso acontece “a IA pode deslocar o esforço cognitivo e enfraquecer as competências que sustentam a aprendizagem profunda”.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico avisa, ainda, que “delegar tarefas cognitivas para ‘chatbots’ cria riscos de ‘preguiça cognitiva’ e de desinvestimento que podem, a longo prazo, desencorajar a aquisição de competências”.
