PS e CDU alertam CMB para a qualidade das refeições servidas nas escolas

Presidente da Câmara de Braga garante não ter sido reportado qualquer "situação que pusesse em causa a qualidade da refeição administrada”

Os partidos da oposição alertaram a maioria de direita, na Câmara de Braga, para o preço e qualidade das refeições servidas nas escolas do concelho.

A coligação Juntos por Braga aprovou, na reunião de Câmara desta segunda-feira, com o voto contra da CDU e a abstenção do PS, o ponto referente às respostas ao nível do fornecimento de refeições escolares, no pré-escolar e 1.º ciclo.

Do lado da CDU, Bárbara de Barros defende a confeção das refeições nas cantinas das próprias escolas e, por isso, votou contra o ponto, que prevê a retificação do mapa de entidades gestoras que prestam o serviço. “É uma competência que devia ser o município a garantir e nas escolas onde existe cantina, uma vez que a qualidade não tem comparação. Não podemos falar em necessidades nutricionais das crianças, se não usarmos alimentos frescos e de qualidade”, reforçou.

Bárbara de Barros alertou ainda que “qualquer empresa que faça um preço unitário como as que vão a concurso não podem ter um custo elevado e, por isso, usam outro tipo de opções”, menos saudáveis.

“Chegaram-nos queixas de uma desadequação do número de estudantes inscritos e as refeições que as empresas preparavam. As empresas não fazem nem uma refeição a mais”, apontou, evidenciando as dificuldades de gestão a este nível.

Na resposta, a vereadora da Educação, Carla Sepúlveda, admitiu que, efetivamente, surgiram casos de desadequação, mas que estavam relacionados com a migração dos sistemas, devido ao novo cartão escolar, lançado este mês pela autarquia.

Do lado dos socialistas, a vereadora Sílvia Sousa explicou que segundo apurou o PS “os valores que estavam ase r comparticipados e transferidos para o pagamento das refeições escolares poderiam não ser suficiente para assegurar o seu fornecimento”. “No seguimento disso, fizemos uma proposta no sentido de o município acompanhar o aumento da comparticipação do Governo. O município não o quis fazer. Atendendo aos aumentos dos preços, ou os fornecedores estavam a fazer lucros excessivos até agora, ou não vai haver resposta ou vai haver resposta com menor qualidade e todos elas não são aceitáveis”, afirmou.

Apesar das várias questões levantadas pelos vereadores do PS, Sílvia Sousa considera que o cartão “é uma boa ideia”. “A desmaterialização tem acontecido no país, mas a questão é o timing para se fazer este investimento, de mais de um milhão de euros, e para se arrancar com a sua aplicação”, argumentou. Além disso, a vereadora do PS critica o pagamento de cinco euros por parte dos utilizadores em caso de roubo ou extravio do cartão, lembrando que há família “para quem isso é um esforço financeiro acrescido”.

O presidente da Câmara, Ricardo Rio, admite que os “encargos com as refeições estão a aumentar” e, por isso, o município aguarda “a operacionalização do apoio excecional que o Governo vai dar”, verbas que serão transferidas para os parceiros. “Quanto à qualidade, nunca tive reporte de nenhuma situação que pusesse em causa a qualidade da refeição administrada”, acrescentou.

O autarca explicou ainda que “o cartão é uma ferramenta estratégica”, que permitiu “unificar os serviços em todos os agrupamentos, sem obrigações de carregamento, mas com responsabilização na sua utilização”. 

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Liliana Oliveira
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