Profissionais do Hospital de Braga ameaçam greve após novo aumento no estacionamento

Em causa está um encargo anual que já ultrapassa os 600 euros para os profissionais de saúde.
Palavras de Joana Bordalo e Sá.

O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) exige a reversão imediata do aumento nas tarifasdo estacionamento do Hospital de Braga, em vigor desde 1 de fevereiro. Em causa está um encargo anual que já ultrapassa os 600 euros para os profissionais de saúde.

A presidente do SNM, Joana Bordalo e Sá, garantiu, aos microfones da RUM, que os profissionais vão avançar com uma greve caso não haja “uma solução concreta e rápida”.

A sindicalista aponta que já foi apresentada uma queixa à Provedoria de Justiça e à Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, classificando o aumento das tarifas de estacionamento no Hospital de Braga como “injustificado e inaceitável”. Este, sublinha, é o segundo aumento consecutivo, após uma subida já registada em 2025, em dois euros.

Com o reajuste de um euro por mês, os profissionais chegam a desembolsar 612 euros por ano para trabalhar, segundo a presidente do sindicato. Os parques cobertos, que são os mais procurados, subiu de 50 para 51 euros, enquanto nos descobertos, o preço subiu de 35 para 36 euros.

A ausência de alternativas viáveis agrava a situação, uma vez que a rede de transportes públicos é “precária” para servir médicos e utentes.

O sindicato critica ainda o facto de 25% da receita do parque, que é explorado por uma empresa privada, reverter para a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), sendo que sendo esse montante deveria ser, na ótica do SNM, revertido em prol dos trabalhadores “ou até de apoiar quem precisa de cuidados”.

Recorde que o Hospital de Braga foi construído ao abrigo de uma parceria público-privada (PPP), encerrada em 2019. Depois deste período, o hospital ficou sob a gestão pública, mas as instalações e o estacionamento continuam a cargo do parceiro privado, que atualmente é assegurada, em regime de prestação de serviços, pela Saba Portugal.

Em resposta à Universitária, a Saba Portugal disse considerar “tratar-se de uma atualização normal, transparente e alinhada com os indicadores económicos oficiais”. Segundo o comunicado enviado, o reajuste “visa apenas assegurar a qualidade do serviço prestado mantendo os padrões de segurança, manutenção e conforto a todos os utilizadores, utentes e profissionais”.

A RUM contactou a Administração Central do Sistema de Saúde, mas ainda não obteve resposta.

*Artigo Atualizado às 14h00, de 12/02/2026, com o posicionamenta da empresa Saba Portugal.

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Marcelo Hermsdorf
Marcelo Hermsdorf

Jornalista na RUM

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