Profissionais de saúde da ULS de Braga convocam greve para 13 de março

Exigem a isenção das tarifas do estacionamento do Hospital de Braga, após um novo aumento do tarifário no início deste ano.

Os profissionais de saúde da ULS de Braga convocaram uma greve para o próximo dia 13 de março. Exigem a isenção total do pagamento de estacionamento nos parques do Hospital de Braga, em vigor desde 1 de fevereiro.

Em comunicado denunciam que “trabalhar continua a implicar o pagamento de cerca de 612 euro anuais em estacionamento”, o que consideram “inaceitável”. Os parques cobertos, que são os mais procurados, subiram de 50 para 51 euros, enquanto nos descobertos, o preço subiu de 35 para 36 euros.

Com concentração marcada para as 10h00, do mesmo dia, em frente ao Hospital de Braga, a paralisação conta com a adesão do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) do Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU), do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte (STFPSN) e do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS).

As queixas são recorrentes e voltam a surgir com mais insistência depois de um novo aumento, como já tinha denunciado aos microfones da RUM, Joana Bordalo e Sá, presidente do SMN, no dia 11 de fevereiro, que cobrava “uma solução concreta e rápida” para evitar uma paralisação.

Em comunicado, o sindicato exige a “isenção total e permanente do pagamento” para todos os profissionais da ULS de Braga, a criação e abertura de um novo acesso rodoviário ao parque de estacionamento, “destinado exclusivamente a profissionais” e que a Administração Central do Sistema de Saúde “abdique formalmente da receita de 25%” proveniente do estacionamento pago pelos trabalhadores”.

Recorde-se que o Hospital de Braga foi construído ao abrigo de uma Parceria Público-Privada (PPP), encerrada em 2019. Depois deste período, o hospital ficou sob a gestão pública, mas as instalações e o estacionamento continuam a cargo do parceiro privado, que atualmente é assegurada, em regime de prestação de serviços, pela Saba Portugal.

O reajuste também foi alvo de reclamações da Comissão de Utentes da ULS de Braga, situação que, segundo o responsável pela comissão, José Lobato, agrava o esforço financeiro não só dos trabalhadores, mas dos doentes e familiares que precisam de cuidados regulares.

Durante a greve, “os trabalhadores médicos devem garantir”, segundo o aviso prévio, os serviços de quimioterapia e radioterapia; diálise; urgência interna; serviço indispensáveis para a dispensa de medicamentos de uso exclusivamente hospitalar; e. imunohemoterapia com ligação aos dadores de sangue, recolha de órgãos e transplantes; além de cuidados paliativos em internamento

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Marcelo Hermsdorf
Marcelo Hermsdorf

Jornalista na RUM

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Sara Pereira
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