Presidente da Câmara de Guimarães admite preocupação com estado da habitação social gerida pela CASFIG

Segundo o vereador do Chega, Nuno Monteiro, existem imóveis atribuídos que estão a ser usados apenas para férias por famílias que emigraram, além de habitações de tipologia T3 ocupadas por apenas uma pessoa.

O presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo, confirmou esta segunda-feira a existência de situações “incompatíveis com a qualidade exigida pelo município” nas habitações geridas pela CASFIG (Coordenação de Âmbito Social e Financeiro das Habitações do Município de Guimarães).

O autarca sublinhou ter realizado visitas recentes a vários bairros, onde constatou a necessidade urgente de intervenções estruturais. Durante a reunião do executivo, garantiu que a prioridade, neste momento, é a resolução dos problemas detetados.

Reconheceu, entretanto, ter havido “muito trabalho também que foi feito nos últimos anos, até de requalificação de alguns destes parques”, mas criticou o não aumento da oferta de habitação pelo anterior executivo, garantindo que ainda há necessidade de realizar novas requalificações.

Palavras de Ricardo Araújo

A resposta do edil vem na sequência de uma questão foi levantada pelo vereador do Chega, Nuno Monteiro, antes do período da ordem de trabalhos, que apontou casos de abuso na posse de habitação social. Segundo o vereador, existem imóveis atribuídos que estão a ser usados apenas para férias por famílias que emigraram, além de habitações de tipologia T3 ocupadas por apenas uma pessoa.

“São situações graves, intoleráveis em qualquer altura, mais graves ainda dada a crise da habitação que atravessamos atualmente”, afirmou Nuno Monteiro, que sugeriu uma inspeção baseada no cruzamento de dados de consumos de água e luz para identificar casas subutilizadas ou abandonadas.

Nuno Monteiro apresentou denúncias sobre a habitação gerida pela CASFIG

O vereador destacou ainda que este tipo de habitação deve ser “temporária” e precisa de ser destinada a “quem realmente precisa”. Perante as denúncias, Ricardo Araújo admitiu que o estado de conservação do parque público é uma prioridade.

Sobre as alegadas irregularidades na ocupação dos fogos, assegurou que já está a articular com o restante executivo e com os serviços municipais para agir e “se houver alguns incumprimentos ou irregularidades, têm que ser corrigidos”, garantiu.

Partilhe esta notícia
Marcelo Hermsdorf
Marcelo Hermsdorf

Jornalista na RUM

Deixa-nos uma mensagem

Deixa-nos uma mensagem
Prova que és humano e escreve RUM no campo acima para enviar.
Sara Pereira
NO AR Sara Pereira A seguir: Carolina Damas às 17:00
00:00 / 00:00
aaum aaumtv