Presidente da AAUMinho diz que é “crucial recentrar as políticas públicas na educação”

Sobre o futuro da UMinho deixou uma garantia: "A AAUMinho será parte da solução, mas garantidamente inconformista e exigente".
Declarações de Luís Guedes

O presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho), Luís Guedes considera “crucial recentrar as políticas públicas na educação, e voltar a acreditar no seu potencial transformador”.

No Salão Medieval da Reitoria, no dia em que a UMinho celebrou 52 anos de existência, esta quarta-feira, o dirigente estudantil apelou para a necessidade de uma verdadeira reflexão sobre a universidade que se pretende construir para o futuro. Luís Guedes levantou um conjunto de questões tocando argumentos muitas vezes focados em discursos, mas nem sempre materializados, a começar pela alteração de metodologias de ensino pela qualidade de vida nos campi.

O dirigente estudantil garante que a AAUMinho manterá uma atitude inconformada e exigente junto dos novos órgãos de governo da instituição.

“A AAUMinho afirma-se como parceiro de primeira linha. Seremos parte da solução, seremos leais, mas garantidamente inconformistas e exigentes. Para o futuro da UMinho teremos sempre os melhores interesses dos estudantes como bússola orientadora. Deixamos claro o nosso objetivo de liderar a transformaçao da experiência académica procurando posicionar a nossa universidade como referência de excelência, sendo esse objetivo indissociável dos índices de sucesso e bem-estar dos nossos estudantes”, acentuou.

No discurso proferido na cerimónia solene dos 52 anos da Universidade do Minho, Luís Guedes aproveitou a presença do ministro da Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, para voltar a assumir a importância da revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) ainda que alguns pontos mereçam críticas do movimento estudantil, nomeadamente o risco de perda de representatividade nos diferentes órgãos das instituições de ensino superior.

O presidente da AAUMinho vincou igualmente  que a educação “tem que ser discutida de forma plural e participada, com bases assentes na liberdade, igualdade e diversidade”,, recusando a promoção de elitismos.

O Ministro da Educação, Ciência e Inovação marcou presença na cerimónia onde anunciou a revisão da lei da avaliação no ensino superior.

Já o reitor da UMinho, Pedro Arezes, aproveitou a ocasião para lançar um conjunto de novidades na instituição.

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Elsa Moura
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