Presidenciais. Cotrim pede apoio do PSD na corrida a Belém

O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal entende que a queda de Marques Mendes em todas as sondagens e o afastamento de possibilidade de chegar à segunda volta devem ser interpretados pelos sociais democratas como sinais de que vale mais apoiar o candidato da IL.

João Cotrim de Figueiredo pede a Luís Montenegro o apoio do PSD na corrida presidencial, o que significaria que o partido retirava o apoio a Marques Mendes.

A iniciativa surge no dia seguinte à divulgação da sondagem da Universidade Católica para o Público e a RTP, em que André Ventura e António José Seguro aparecem na frente, com Cotrim a cinco pontos do líder do Chega e a quatro do ex-secretário-geral do PS.

“Sem querer menorizar a candidatura apoiada pelo partido liderado por V. Exa., assim como pelo CDS-PP, venho hoje apelar ao voto do PSD na minha candidatura”, escreve Cotrim, num apelo público, enviado à comunicação social na madrugada desta quarta-feira.

Cotrim vê a sua candidatura com a “única capaz de impedir” um cenário com os candidatos apoiados por PS e do Chega a discutir a sucessão de Marcelo Rebelo de Sousa. “Os últimos dias mostram – e os estudos de opinião confirmam – que estamos agora numa corrida a três para a segunda volta do sufrágio”, aponta.

O liberal cita o próprio Luís Montenegro – “Não podemos cair na armadilha de dispersar votos e ficarmos amarrados a não termos escolhas boas na segunda volta” – e depois Sá Carneiro para dramatizar o apelo: “Estou consciente de que grande parte dos eleitores e dirigentes do PSD já confiam em mim. Peço-lhe que se junte a eles. Sei que mudar o sentido de uma decisão destas exige coragem, mas, como nos ensinou Francisco Sá Carneiro, ‘Primeiro o país, depois o partido e, por fim, a circunstância pessoal de cada um’”.

Cotrim de Figueiredo recorda depois que apoiou as candidaturas de Carlos Moedas e de Pedro Duarte às autárquicas de outubro, em Lisboa e Porto, em circunstâncias que considera similares: “Fi-lo por acreditar que era o melhor para os dois municípios em apreço e para as respetivas populações. Fi-lo, portanto, por considerar tratar-se do melhor para Portugal. Confiei no PSD”.

Antigo líder da IL, Rui Rocha diz que é uma questão de coerência

Entretanto e em declarações à RUM esta quarta-feira, Rui Rocha, antigo líder da Iniciativa Liberal, afirmou que Luís Montenegro apoiar Cotrim de Figueiredo e retirar o apoio a Marques Mendes “é uma questão de coerência”.

Considerando “evidente que a possibilidade de Marques Mendes passar a uma segunda volta está completamente descartada”, Rui Rocha recorda a postura inicial da campanha em que Luís Montenegro apelou à concentração de voto em Marques Mendes, pressupondo que teria possibilidade de passar à segunda volta. “Não havendo essa possibilidade e as sondagens apontam todas nesse sentido, o voto em João Cotrim de Figueiredo é apenas uma questão de coerência”, argumenta.

c/Expresso

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Elsa Moura
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Sérgio Xavier
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