Portugueses vão às urnas no domingo para escolher 6.º Presidente da República

Há 11 candidatos à Presidência da República

As Presidenciais deste domingo deverão ser as primeiras em 40 anos a exigir a realização de uma segunda volta eleitoral. Todas as sondagens, estimativas e análises políticas indicam que a 18 de janeiro nenhum dos candidatos terá maioria absoluta

A 26 de janeiro de 1986, Portugal ia às urnas para escolher o primeiro Presidente civil. Disputaram a eleição Mário Soares, Diogo Freitas do Amaral, o bracarense Francisco Salgado Zenha e Maria de Lourdes Pintasilgo.

Diogo Freitas do Amaral venceu a primeira volta com 46,31%. Apresentou-se na disputa eleitoral como figura principal do CDS-PP e teve também o apoio do PSD e esteve perto da maioria absoluta.

Por sua vez, o segundo candidato mais votado foi Mário Soares, apoiado pelo PS com 25,43% dos votos.

Os candidatos Soares e Freitas disputaram uma eleição renhida, na qual o candidato socialista venceu por uma estreita margem de 138.692 votos.

Os resultados finais da votação de 16 de fevereiro de 1986 deram 51,18% para Soares de 48,82% para Freitas do Amaral.

Na segunda volta das presidenciais de 1986 a abstenção foi de apenas 22,01%. 

Em pouco mais de cinquenta anos de democracia, os portugueses elegeram cinco Presidentes da República desde 1976:

António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016 e reeleito em 2021.

A eleição em que participaram mais eleitores foi a de 1986, em que Mário Soares venceu Freitas do Amaral à segunda volta.

A que menos eleitores (4.214.432) mobilizou foi em 2011, para a reeleição de Cavaco Silva, com 52% dos votos.

A abstenção tem sido cada vez mais elevada, batendo um recorde em 2021 – 60,8%.

Para as eleições presidenciais deste domingo concorrem onze candidatos, ainda que o boletim inclua mais rostos, mas esses foram chumbados pelo tribunal constitucional numa análise fina a todos os elementos entregues pelas candidaturas para a respetiva formalização. Significa isto que os eleitores que colocarem o seu voto nos nomes que foram entretanto invalidados, significa que contará para o lote dos votos nulos.

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Elsa Moura
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Carolina Damas
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