Paulo Cunha e Carlos Eduardo Reis disputam distrital de Braga do PSD

A presidência da distrital de Braga do PSD vai ser disputada entre Paulo Cunha e Carlos Eduardo Reis. A data limite para formalização de candidaturas é esta noite de quarta-feira, e ao que a RUM apurou não deverá surgir uma terceira lista. Certo é que ao cabo de sucessivos processos eleitorais sem oposição, desta vez, Paulo Cunha terá oposição. Carlos Eduardo Reis, atual vereador no executivo municipal de Barcelos e ex-deputado do PSD no Parlamento pretende retirar Paulo Cunha da presidência.
A RUM ouviu os dois candidatos que assinalam mais um momento democrático do partido recusando entrar em críticas diretas.
“Não é só de passado e de resultados que vive esta candidatura”, mas “também de ambição”

Do lado da continuidade, o atual eurodeputado explica que o trabalho realizado até aqui e o sucesso das eleições autárquicas no distrito para o partido é um dos elementos sublinhados para avançar para um novo mandato. Ainda assim, diz que “não é só de passado e de resultados que vive esta candidatura”, mas “também de ambição”. Quer “ajudar aqueles que venceram a consolidar a sua posição, mas também aqueles que não atingiram os seus resultados a preparar um novo ciclo”. Além do processo autárquico, Paulo Cunha sustenta o apoio dos militantes do PSD ao governo de Luís Montenegro. Refere o resultado das eleições legislativas em que “o distrito de Braga foi um distrito que muito contribuiu para o sucesso nacional” e o seu posicionamento “pode ajudar a um maior enraizamento do governo em Braga”.
Questionado sobre o surgimento de uma outra candidatura, Paulo Cunha diz que “respeita” e acredita que quem se candidata “vem para dar contributos ao partido” cabendo aos militantes a “avaliação para escolher a candidatura melhor preparada para cumprir os seus objetivos”.
Já sobre o apoio nesta corrida eleitoral, Paulo Cunha sublinha que se sente valorizado. “Tenho sentido o apoio de muitos militantes, a maior parte deles anónimo e essa é a razão de quanto me sinto confortável com esta candidatura”, respondeu.
“Se não sentisse que tenho condições políticas e apoios significativos para poder iniciar esse novo ciclo não teria protagonizado esta candidatura”

Carlos Eduardo Reis critica a possibilidade de um mandato de transição concedido a Paulo Cunha e defende que depois das eleições autárquicas de 2025 este é o momento certo para refrescar a liderança social democrata, lembrando que há dois anos ponderou candidatar-se, desistindo de seguir em frente para evitar turbulência na preparação das autárquicas de 2025. À RUM garante que com os apoios que agregou está confiante na vitória. “Se não sentisse que tenho condições políticas e apoios significativos para poder iniciar esse novo ciclo não teria protagonizado esta candidatura à comissão política distrital porque partir as estruturas por partir não faz sentido”, esclarece. Defensor do debate, diz que agora é uma questão de alternativa, depois, em caso de vitória aponta à “união mesmo com aqueles que não apoiem agora” o projeto que encabeça.
Carlos Eduardo Reis suspendeu o mandato de deputado em fevereiro do ano passado, na sequência do caso Tutti-Frutti , mas recusa que a questão tenha que implicar qualquer posicionamento por parte dos militantes.
Questionado pela RUM responde de forma direta: “Não estou disponível para trocar a presunção de inocência pela presunção de culpa nem inverter o ónus da prova. Acredito nas instituições do país, no estado de direito e para mim isso é uma conversa arrumada”.
O barcelense pretende “trazer a renovação de quadros para o distrito, ajudar os autarcas eleitos para os desafios que se lhes colocam, bem como nos sítios em que o PSD não venceu, preparar as oposições e as estruturas de secção para os desafios de 2029”.
No caso das eleições para a comissão política concelhia de Braga, João Granja não deverá contar com oposição.
