Obra na Confiança segue a bom ritmo. Estrutura está concluída e residência abre em setembro

Presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, e reitor da UMinho, Pedro Arezes, visitaram a obra, esta sexta-feira.
Declarações do autarca João Rodrigues e do reitor Pedro Arezes

Está concluída a etapa mais difícil da construção da residência universitária na antiga Fábrica Confiança. A estrutura está pronta e as restantes etapas ficarão terminadas até ao final de junho.

O presidente da Câmara, João Rodrigues, e o reitor da UMinho, Pedro Arezes, visitaram a obra esta tarde, momento que serviu para assinalar “a conclusão da estrutura”.

O autarca acredita que estas 750 novas camas vão dar “uma resposta pública, com preços controlados, e vai mudar completamente o panorama ao nível do arrendamento estudantil no nosso concelho”. “Por cada cama conseguida nesta residência universitária, estamos a permitir que outra cama fique vaga”, afirmou João Rodrigues, que fala de “uma resposta brutal dada com este investimento”.

O presidente da Câmara de Braga admite continuar a procurar soluções para o problema do alojamento estudantil no concelho, em articulação com a UMinho, não sejam “assim tantos os edifícios públicos”. “Temos noção que o alojamento estudantil é prioritário e que se responde pondo em articulação todos estes mecanismos”, acrescentou.

O social democrata acredita que a questão do alojamento e da habitação deve ser pensada “de uma forma muito mais ampla”. “Temos um Plano Diretor Municipal que espero seja aprovado e que aumenta a oferta habitacional no concelho, de forma absolutamente avassaladora”, atirou, horas antes do início da reunião da Assembleia Municipal, onde será debatida e votada a polémica proposta do PDM de Braga. Além disso, o autarca lembrou “a Carta Municipal de Habitação que está pronta e que, quando entrar em vigor, permite fixar zonas de pressão urbanística, para tratar dos edifícios devolutos, ou seja, que estão praticamente prontos a serem utilizados, mas que estão vagos”.

João Rodrigues lembra ainda que quando foi anunciado o projeto da residência universitária na antiga saboaria, “muitos foram os críticos”. “Entretanto, toda a gente concorda e percebe a utilidade desta residência universitária”, disse ainda.

A autarquia, fez saber o presidente, tem “uma série de pedidos em pipeline no urbanismo do município de Braga, para aumentar a oferta privada de alojamento estudantil”.

Reitor: “Alinhamento estratégico entre os municípios e a Universidade é absolutamente essencial”

O reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes, acredita que esta nova residência estará em funcionamento no início do próximo ano letivo, estimando-se que as inscrições abram em julho.

“Este alinhamento estratégico entre os municípios e a própria Universidade é absolutamente essencial”, apontou o responsável máximo da UMinho, lembrando que esta residência “é uma resposta absolutamente essencial e urgente”. “O número nunca é suficiente e, portanto, outras perspectivas de alojamento serão sempre bem-vindas e esperemos, obviamente, que também a resposta da atratividade da Universidade aumente e encontraremos, certamente, respostas para elas”, frisou.

António Carlos Rodrigues, CEO da Casais, explicou que é difícil este tipo de obras ter imprevistos, porque são “testadas e executadas em computador para, depois, serem fabricadas”. O incêndio que deflagrou na cave da residência em dezembro, esclareceu, teve implicações apenas aquele lugar, e não terá “impacto nenhum no prazo geral”. Com um prazo de 400 dias, há já “quartos concluídos” e, por isso, até ao final de junho a nova residência estará pronta a abrir as portas.

Trata-se do maior projeto nacional de residências estudantis, que representa um investimento de 25 ME, comparticipados pelo Plano de Recuperação e Resiliência. Estão previstos vários espaços comuns: cerca de 15 cozinhas partilhadas, salas de estudo, amplas zonas de convívio e refeição em open space, lavandarias e um pequeno ginásio.​

O projeto integra ainda um espaço museológico e área de venda ligada à antiga marca Confiança (linha Heritage), com cerca de 1 200–1 300 m², para preservar a memória industrial do local.​

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Liliana Oliveira
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