“O maior legado será termos em 2027 Guimarães mais comprometida com a defesa da sustentabilidade”

Arrancou oficialmente esta sexta-feira a Capital Verde Europeia 2026. O presidente da autarquia, Ricardo Araújo manifesta-se convicto de que este será um ano de conquistas, mas que o maior legado será conhecido em 2027.
Ricardo Araújo no seu discurso de abertura oficial de Guimarães Capital Verde Europeia 2026

Guimarães é, oficialmente, Capital Verde Europeia 2026. Depois de praticamente uma década dedicada à causa, num caminho com algumas vicissitudes, com três tentativas de conquista do título europeu até à grande vitória, este dia 9 de janeiro de 2026 marca mais um capítulo da história da cidade berço num legado que a autarquia e demais entidades envolvidas pretendem deixar às gerações futuras.

O propósito é que em 2027 Guimarães seja um concelho “mais comprometido com a defesa da sustentabilidade”. O maior legado, na ótica de Ricardo Araújo, atual presidente da autarquia é “assegurar que as políticas públicas do futuro sejam assentes de uma forma transversal em políticas de sustentabilidade”.

Ricardo Araújo afirma que este título de Capital Verde Europeia 2026 representa “um compromisso firme e duradouro com Guimarães, com o país, com a Europa e com as gerações futuras”.

Na cerimónia realizada na manhã desta sexta-feira no Teatro Jordão, no Campus de Couros Ricardo Araújo sustentou que este título numa cidade de média dimensão “tem um significado particular”, considerando também que este reconhecimento europeu “não é um ponto de chegada, mas antes um compromisso com os cidadãos, com a Europa e com as gerações futuras, um compromisso que exige coerência entre discurso e ação, ambição sustentada no tempo e coragem política para fazer diferente”.

O autarca social democrata destacou a ideia de que “preservar o passado é inseparável de cuidar do futuro”.

“[O título de Capital Verde Europeia representa] um compromisso firme e duradouro com Guimarães, com o país, com a Europa e com as gerações futuras” – Ricardo Araújo, Presidente da CMG

“Um laboratório vivo de inovação e inspiração para outras cidades” é outra das evidências identificadas pelo autarca. Ricardo Araújo fez questão de elogiar o seu antecessor, Domingos Bragança, que dirigiu um trabalho de uma década que permitiu a conquista deste desígnio. “O seu a seu dono. Quem liderou até aqui tem o mérito, a mim cabe-me o futuro. Cabe-me deixar o meu compromisso para construir e Guimarães”, atirou. O objetivo permanente será pela afirmação de “uma cidade mais verde, vivendo dentro dos limites ecológicos do território (…)com mais qualidade de vida”.

Uma cidade mais verde, mais justa e mais resiliente. O presidente do Município de Guimarães afirma que defender a ecologia e uma cidade de verde só pode ser “sinónimo de qualidade de vida dos cidadãos”. Para isso compromete-se a um investimento permanente “na transição energética, na redução das emissões, na valorização e expansão dos espaços verdes urbanos promovendo a biodiversidade, numa mobilidade urbana baseada em modos suaves e num transporte público totalmente descarbonizado, e numa economia circular que reduz resíduos e promove padrões de consumo responsáveis”. O autarca social democrata declara, no entanto, que a sustentabilidade “não é apenas ambiental, mas tem que ser humana e humanizada”.

Ricardo Araújo afirma que esta transição ambiental exige “cidadãos informados, envolvidos e mais capacitados”. É preciso “unir pessoas muito diferentes em torno de um propósito comum”, acrescenta, defendendo para isso “um consenso político social de que este caminho exige tempo”. “Todos contam, todos fazem parte e todos fazem falta. (…) queremos inspirar Portugal e inspirar outras cidades europeias. É meio caminho para melhorar a qualidade de vida e preparar Guimarães para os desafios das próximas épocas”, considerou igualmente Ricardo Araújo.

Por fim, recusa a ideia de que o sucesso deste título seja medido com o número de eventos.

Entre outras personalidades presentes na sessão desta sexta-feira esteve o reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes ele que aos microfones da RUM confidenciou que este título representa uma oportunidade real para a instituição de ensino superior minhota.

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Elsa Moura
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