Nova Exposição no Palácio do Raio revela a cor Depois da Escuridão

‘After Darkness’ faz referência às tradições do Norte, do Minho a Trás-os-Montes, e até ao São João do Porto. Mas também fala de outras culturas, de outros países, da liberdade, importância de “cumprir Abril“.
Palavras de Pedro Ferreirinha a propósito da exposição 'After Darkness':

Pelos 10 anos do ‘Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia de Braga’, o Palácio do Raio, em Braga, acolhe, até ao fim do mês, a exposição ‘After Darkness’ do artista mirandelense Pedro Ferreirinha. As cerca de 20 obras, pinturas a óleo, apresentam, figurativamente, aspetos ligados a causas sociais e às tradições do Minho e de Trás-os-Montes, que emergem do fundo negro, e “exigem uma posição aos espectadores”.

As figuras irrompem do fundo negro, em certas peças criado a partir “de três camadas de um negro muito escuro, óleo e marfim”, e confrontam o espaço, as paredes brancas, com a cor, a escala e os temas da “liberdade, exclusão e a fragilidade humana”. É assim que Pedro Ferreirinha dá conta do seu trabalho que diz ter nascido de uma “insistência” e de uma “tentativa de dar corpo” à arte e “romper com a neutralidade de qualquer espaço”.

Ainda que a escuridão empreste o nome às peças, a coleção não é necessariamente “pessimista”. “É uma obra honesta, que reconhece a escuridão, o negro como parte do processo humano”, sublinha.

‘After Darkness’ faz referência às tradições do Norte, do Minho a Trás-os-Montes, e até ao São João do Porto. Mas também fala de outras culturas, de outros países, da liberdade e da importância de “cumprir Abril“. No conjunto, Pedro Ferreirinha cruza obras recentes com outras, anteriores no seu percurso artístico, e até algumas que já estiveram expostas, tanto na ‘Galeria da Unidade de Saúde Familiar do Minho’, em Braga, quanto na Assembleia da República.

“Uma das peças, que está no final da exposição, é uma parte do Muro de Berlim, que nos leva a pensar que mundo é que nós queremos. É impensável, em pleno século XXI, ainda se erguerem muros”.

Na exposição é possível ver, ainda, outras peças e formatos para além da pintura. Um roda de oração, uma máscara de careto e até uma reprodução feita em barro de um dos quadros do pintor, da autoria da artesã barcelense Prazeres Côta.

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José Brás
José Brás

Jornalista na RUM

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