Mundial2026 poderá gerar o maior impacto económico em Portugal de sempre

Se a comitiva orientada por Roberto Martínez cumprir o sonho de conquistar o maior troféu internacional, Portugal poderá experienciar o maior impacto económico de sempre associado a uma competição que o país não organiza (945 milhões de euros).
As principais conclusões do estudo.

Um estudo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) antevê que a economia portuguesa possa gerar entre 378 milhões e 945 milhões de euros pela participação lusa no Campeonato do Mundo do futebol. Tudo dependerá do quão longe a seleção das quinas chegar.

São previsões apontadas pelo Gabinete de Estudos de Marketing para Desporto do IPAM, que encara com bons olhos os efeitos da caminhada portuguesa pelo Mundial 2026, nos Estados Unidos da América, México e Canadá.

Se a comitiva orientada por Roberto Martínez cumprir o sonho de conquistar o maior troféu internacional, Portugal poderá experienciar o maior impacto económico de sempre associado a uma competição que o país não organiza (945 milhões de euros).

Um cenário intermédio, no qual a seleção cai nos oitavos de final, o movimento económico deverá rondar os 561 milhões de euros, sendo que, no pior dos casos (cair na fase de grupos), serão gerados 378 milhões de euros.

Daniel Sá, diretor Executivo do IPAM, garante que “Portugal não precisa de organizar o Mundial para gerar impacto económico relevante”, tendo em conta que “o valor do futebol deixou de estar concentrado no estádio”. O consumo doméstico surge como a principal categoria de impacto (26%), seguido da restauração (15%) e da publicidade e media (14%).

O desporto passou a ser potenciado pela componente digital (equivalente a 23% da receita total da competição). Neste caso, surge “através de plataformas de streaming, redes sociais, engagement e criação de conteúdos por utilizadores”.

Segundo o estudo, este crescimento resulta de quatro fatores principais: aumento do poder de compra, organização da competição em mercados de elevada capacidade económica, Estados Unidos, Canadá e México, alargamento do Mundial para 48 seleções e 104 jogos e consolidação da economia digital.

Este trabalho abre, ainda, caminho para uma reflexão para o Mundial 2030, que terá Portugal como um dos países organizadores: organizar um evento desta dimensão não garante, por si só, impacto económico. O verdadeiro valor dependerá da capacidade de ativação estratégica antes, durante e depois da competição.

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David Alves Braga
David Alves Braga

Jornalista

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Carolina Damas
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