Moedas, mobiliário e leões gigantes. Tudo o que pode encontrar na Feira de Antiguidades de Guimarães

Este ano, a 'Feira de Antiguidades' de Guimarães conta com 202 expositores, distribuídos pela nave e galerias do espaço, até este domingo, 29.

‘Feira de Antiguidades’ está de volta ao Multiusos de Guimarães este fim de semana, para uma terceira edição maior, renovada e internacional. Mais de 200 expositores vindos de todo o país, de Bragança a Faro, e também de Espanha, França e Bélgica, ocupam o espaço vimaranense até este domingo, dia 29 de março.

Motivada pelos mais de seis mil visitantes acolhidos na edição anterior, a organização, a cargo da Associação de Promotores de Eventos (APE), subiu a fasquia. Este ano, o certame conta com mais 52 expositores do que em 2025, distribuídos pela nave e galerias do espaço.

A feira abriga peças para todos os gostos e carteiras, desde móveis antigos, livros, discos de vinil, moedas, artesanato, peças decorativas com história e uma multiplicidade de artigos inesperados, como um leão gigante esculpido a partir do tronco de uma árvore.

Estão lá as placas dos CTT com o cavalo alado, as máquinas de flippers, os telefones de marcador em roda, as máquinas de escrever, as máquinas fotográficas de película, os candeeiros a petróleo.

Este é o espaço ideal para cruzar a nostalgia dos mais velhos e a curiosidade dos mais novos. “É uma excelente oportunidade para os pais e avós virem com os mais novos e lhes mostrarem peças que existiam na sua infância, mas que, entretanto, desapareceram”, diz José Pereira, diretor executivo da APE.

E “o local certo para comprar antiguidades a preços justos e com qualidade”, acrescenta.

“Guimarães é a nossa maior feira acima do rio Douro e a julgar pela adesão dos antiquários ao evento, podemos dizer que é um lugar onde se fazem bons negócios”

Os visitantes-tipo são os mais diversos. Ao Multiusos de Guimarães chegam colecionadores, que sabem exatamente o que quer comprar e gastam milhares de euros numa só peça, os arquitetos e decoradores e também as famílias em passeio.

E o mesmo acontece com os vendedores. Dos mais aos menos amadores, passando pelos especialistas e até donos de lojas e armazéns de antiguidades que veem nesta feira a oportunidade de “fazer negócio”.

“Temos várias peças de banda desenhada, que eu comprava quando era miúdo a 25 tostões, que hoje se vendem a dois, três, dez euros. Há discos de vinil a valerem mais de 100 euros, mas também os há a custar três ou quatro. Depende do produto que é e também do interesse”.

Este ano, o objetivo é atingir a meta dos nove mil visitantes, superando o recorde de seis mil alcançado no ano passado.

Vera Borrego é dona de um antiquário em Lisboa e chegou a Guimarães carregada com móveis “da melhor qualidade”.

Vera Borrego explica que só vende peças de qualidade mesmo sendo consideradas antiguidades

Com o marido como sócio, negoceia principalmente mobiliário antigo restaurado, de qualidade, até porque se não a tiver “não se vende” a preços elevados. Faz questão de dizer que não se tratam de velharias, esse é “outro género” com o qual não quer ser confundida.

Por isso, o seu cliente habitual não tem idade, mas normalmente “tem dinheiro e, acima de tudo, tem de gostar” de antiguidades.

“Se a pessoa for honesta, o cliente traz outro cliente que traz outro cliente”

Vera Borrego explica o cliente-tipo que visita a sua loja/ banca

Adelino Fernandes tem um dos maiores stands de numismática da Feira de Antiguidades de Guimarães, embora só tenha começado a dedicar-se à atividade durante a pandemia.

Entre moedas de euro, da República e da Monarquia e as notas portuguesas e estrangeiras que tem expostas, este canalizador de profissão não sabe quantos artigos tem na sua banca, mas reconhece as peças mais valiosas.

Adelino Fernandes explica como o hobbie se transformou num passatempo com rendimento extra

Duas moedas comemorativas de dois euros, do Mónaco: uma com a efígie da princesa Grace Kelly, da qual foram feitas 20 mil e uma unidades, e outra com a imagem da primeira fortaleza construída no Rochedo do Mónaco, de que foram cunhadas dez mil e que, atualmente, valem 3500 euros cada uma.

Não é de admirar, portanto, que uma atividade que começou por ser uma paixão e um passatempo, agora “já contribui para o rendimento”.

“Tenho notas a mil e duzentos euros, dois mil, para não falar das notas da República”

Adelino Fernandes revela quais são as peças mais valiosas na sua coleção

Mas, nem só de artigos com preços elevados se faz a ‘Feira de Antiguidades’ de Guimarães. No primeiro dia, esta sexta-feira, os brinquedos, discos de vinil, livros e as réplicas à escala de carros antigos ou desportivos foram as antiguidades mais vendidas do certame.

O Multiusos de Guimarães acolhe a feira até este domingo, 29 de março. As portas estão abertas desde as 10H00 até às 19H00.

Os bilhetes custam três euros e podem ser adquiridos na bilheteira do espaço ou em www.bol.pt.

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José Brás
José Brás

Jornalista na RUM

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