Ministro da Educação admite adiamento do concurso nacional de acesso se não estiver garantido o rigor na correção dos exames

Já em Guimarães, à margem da conferência do Centre of Engineering and Product Development (CEiiA), o governante assegurou que qualquer adiamento que eventualmente possa acontecer é justificado pela procura do rigor na avaliação.

O Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, não garante que o início das candidaturas ao Concurso Nacional de Acesso, agendado para o dia 20 de julho, não seja adiado.

Ainda que alguns dos problemas técnicos com o novo sistema de digitalização das provas já estejam resolvidos, e já haja professores a corrigir testes, existem ainda “duas ou três provas por atribuir”.

Fernando Alexandre diz que perturbação é minimalista

Ainda esta manhã, devido a problemas técnicos na plataforma digital, o ministério informou que a afixação das pautas dos resultados da primeira fase foi adiada para o dia 17 de julho, com o mesmo a acontecer com o arranque da segunda fase dos exames nacionais que foi remarcada para o dia 20.

Já em Guimarães, à margem da conferência ‘Portugal no Espaço’, promovida pelo Centre of Engineering and Product Development (CEiiA), o governante assegurou que qualquer adiamento que eventualmente possa acontecer é justificado pela procura do rigor na avaliação.

“O foco, e aquilo que é a grande prioridade do Governo, é garantir o rigor da avaliação, total transparência e validação, seja interna, seja depois externamente pelos alunos e pelas famílias”.

Ministro não garante que abertura das candidaturas ao CNA não sejam adiadas

Por ser um processo novo e complexo, mas vantajoso a vários níveis, o ministro diz que é necessário “que exista total credibilidade e confiança” no trabalho a ser feito, até porque estão a ser ultrapassados vários constrangimentos informáticos e técnicos.

“Nós estamos a trabalhar, e numa articulação grande obviamente com as escolas, para garantir que este processo muito inovador, que vai melhorar muito a vida dos professores no processo de correção, vai melhorar a qualidade da própria correção para os alunos, a objetividade, o rigor da correção, é benéfico e por isso é uma reforma, é uma mudança, é um passo muito grande na digitalização, que obviamente tem constrangimentos”.

Governante pede compreensão dos pais, alunos e professores

Na audição regimental, esta semana, Fernando Alexandre assumiu que não existiam razões para preocupação, uma vez que o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) garantia a finalização dos processos dentro dos prazos anteriormente estabelecidos.

Apesar de já serem conhecidas novas datas, o instituto anunciou a publicação de um novo calendário para breve.

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José Silva Brás
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Jornalista na RUM

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Carolina Damas
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