Maria João Dantas vence Prémio APTRAD e mantém hegemonia da UMinho na Tradução

A mestre da UMinho foi considerada pela Associação de Profissionais de Tradução e de Interpretação a melhor estudante finalista do país. Natural de Esposende, a vencedora destaca o valor do fator humano num mercado cada vez mais tecnológico e sublinha a excelência da formação na academia minhota, que venceu todas as edições deste prémio desde 2017.

A Associação de Profissionais de Tradução e de Interpretação (APTRAD) distinguiu Maria João Dantas, mestre pela Universidade do Minho, com o Prémio de Melhor Estudante Finalista de Mestrado em Tradução. Este galardão, no valor de 500 euros, reconhece a excelência académica entre as instituições parceiras da APTRAD, reafirmando o domínio da UMinho nesta categoria, uma vez que a academia minhota garantiu a vitória em todas as nove edições do prémio.

Natural de Marinhas, no concelho de Esposende, a jovem confessou à Universitária a “surpresa” e “satisfação” pelo reconhecimento. Para a premiada, este galardão é o culminar de um percurso de forte investimento pessoal na investigação e no domínio das competências técnicas.

“Fiquei logo muito feliz por ser reconhecida, principalmente porque me dediquei demasiado ao mestrado. Foram dois anos em que estive apaixonada pela área, pela teoria e pela prática. Acho que a parte boa foi o reconhecimento depois de tanto trabalho e de tanta loucura com a tese.”

Maria João Dantas destaca o valor do reconhecimento após dois anos de dedicação ao mestrado

O fator humano num mercado tecnológico

A dissertação da mestre pela UMinho, orientada pelo professor Fernando Ferreira Alves, abordou a “dança da agência” entre o tradutor e a máquina. Num mercado cada vez mais dominado pela pós-edição de textos gerados por Inteligência Artificial, Maria João Dantas defende que o rigor e o controlo de qualidade humanos permanecem como o elemento diferenciador e insubstituível na indústria das línguas.

“Hoje em dia, um tradutor já dificilmente trabalha com a tradução a partir do zero. Por muito que tenha aparecido a inteligência artificial, é um facto: quem controla a qualidade é, sem dúvida, o tradutor humano. E aí é uma coisa que não dá mesmo para igualar.”

A importância do crivo humano face ao crescimento da Inteligência Artificial no setor

Formação de excelência na UMinho

Atualmente a exercer funções como técnica de propostas internacionais no Grupo ACA, Maria João sublinha que a versatilidade do seu percurso deve muito à componente prática do mestrado em Tradução e Comunicação Multilingue da Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas (ELACH). O curso integra a rede de excelência European Master’s in Translation (EMT), garantindo uma formação sintonizada com as necessidades reais das empresas.

“O nosso plano de estudos integra muito bem a componente prática e a componente teórica. Nós tivemos experiências em que pudemos realmente pôr a mão na massa. Chegámos inclusive a colaborar com empresas e projetos reais. É um mestrado profissionalizante, feito para preparar toda a gente.”

O caráter profissionalizante e a componente prática do mestrado da UMinho

Com esta distinção, Maria João Dantas junta-se à lista de premiados da UMinho que, desde 2017, vence consecutivamente este galardão nacional, superando candidaturas de instituições como a Universidade de Coimbra e o Instituto Politécnico do Porto.

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Ariana Azevedo
Ariana Azevedo

Jornalista na RUM

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