Manifestação em solidariedade com a Venezuela juntou bracarenses na rua do castelo

Sob o mote ‘Fim à Agressão militar dos EUA contra a Venezuela’, cerca de 30 pessoas reuniram-se, esta segunda-feira, pelas 18H00, na Rua do Castelo, em Braga, contra a ingerência dos EUA na Venezuela e em solidariedade para com o povo venezuelano. A manifestação decorreu em simultâneo no Porto e em Lisboa.
Segundo Inês Rodrigues, porta-voz do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), esta foi uma resposta ao “pedido de paz” feito pelo povo venezuelano e a oportunidade para exigir às autoridades portuguesas, e aos países da Organização das Nações Unidas (ONU), que se faça respeitar o direito internacional e que “os Estados Unidos retirem todas as tropas de um país que é soberano”.
“É isto que tem de ser feito pelas autoridades portuguesas, nomeadamente pelo primeiro-ministro, que não o fez, e pelo presidente da república e, portanto, nós, como membros da ONU, não podemos dizer que a ONU não serve para nada e que é legítimo raptar-se um presidente de um país”, sublinhou.
Para a porta-voz, a discussão precisa focar-se também na legitimidade e na abertura de precedentes que este ataque pode abrir para outras ações futuras semelhantes.
A preocupação é partilhada por João Batista, ex-deputado da Câmara Municipal de Braga pela CDU, que diz não se poder confiar nas intenções expansionistas de Donald Trump.
“O povo português tem que se unir nestas causas. São causas pela humanidade, causas pela paz, causa contra a barbárie, como vimos a ser feita na Venezuela e que não sabemos se fica por aqui. Não sabemos se não vai a Cuba, ao Panamá, à Gronelândia”, disse.
Em Braga, a demonstração foi organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, pela União de Sindicatos de Braga e pelo projeto juvenil ‘Ruído’.
