Jornadas Francófonas regressam à UMinho com a presença de Embaixadora da França

A quinta edição das Jornadas Francófonas da Universidade do Minho (UMinho) chega a Braga, esta quinta-feira, para explorar a importância do francês como língua de investigação, de criação e de oportunidades no mercado de trabalho. A iniciativa, promovida pela Escola de Letras, Artes e Ciências Humanas (ELACH), está inserida a nível nacional na Festa da Francofonia.
O evento arrancou em 2022, realizando-se desde então todos os anos para reunir todos os estudantes de francês das diferentes escolas.
A edição deste ano contará com a presença da Embaixadora de França em Portugal, Hélène Farnaud-Defromont. Uma convidada inédita nestas jornadas, que segundo a organizadora do evento, Cristina Álvares, se trata de uma visita “excecional” e uma “grande honra” para a instituição.
“Todas as universidades portuguesas onde há estudos franceses organizam, no mês de março, atividades e eventos no âmbito da Festa da Francofonia. De facto, a embaixadora escolheu a Universidade do Minho.”
Cristina Álvares, organizadora das jornadas, sobre a presença da Embaixadora da França
O francês continua a assumir-se como “uma das grandes línguas de comunicação internacional”, por esse motivo, a oferta formativa da academia minhota procura dotar alunos em várias áreas com competências fundamentais.
A diretora do Departamento de Estudos Românicos destaca o papel da França como um dos principais investidores estrangeiros em Portugal. Por esse motivo, para Cristina Álvares, saber falar este idioma surge com um “trunfo” tanto na entrada do mercado de trabalho como no desenrolar da carreira profissional.
‘Humanidades azuis’
A quinta edição das jornadas conta com a palestra ‘Sous la surface, images d’un autre monde’ (em poortuguês, ‘Sob a superfície, imagens de um outro mundo’), protagonizada por Carole Azuar, com a neurologista e fotógrafa marinha.
Trata-se de um dos momentos de destaque do cartaz da iniciativa, no qual a convidada procurará cruzar ciência, exploração e arte. Um testemunho que, segunda Cristina Álvares, vem assinalar uma área emergente das ciências sociais, as ‘humanidades azuis’. Esta vertente de estudo volta-se para “tudo o que tem a ver com atividade humana relativamente aos oceanos”
“O mar de uma maneira geral, os oceanos, está presentemente muito na moda nas ciências sociais e humanas. Nós também quisemos focar a emergência dessa nova área das humanidades nestas jornadas.”
A posta nas ‘humanidades azuis’, segundo Cristina Álvares
Além da embaixadora de França em Portugal, a sessão de abertura, agendada para as 14h00, conta com a presença do presidente da Associação Portuguesa de Estudos Franceses, José Almeida, do vice-reitor para a Cultura, Inclusão e Responsabilidade Social, João Cardoso Rosas, e do presidente do Conselho Pedagógico da ELACH, Carlos Pazos.
O evento contempla igualmente criações e performances de estudantes, como contos encenados e leituras oceânicas, além de uma abordagem ao romance ‘La nuit au cœur’ (em português, ‘A noite no coração’), de Nathacha Appanah, vencedora do Prémio Femina 2025.
Para encerrar o programa, o diretor do Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes do Município de Famalicão, Jean-Marc Marlier-Costa é convidado para a palestra ‘Porque é importante saber falar francês hoje?’.
