Joana Gama encerra trilogia sobre a Natureza com o espetáculo ‘E as flores?’ no Theatro Circo

Sobe ao palco do pequeno auditório da sala bracarense, em quatro sessões, pelas 10h30 e 14h30, para escolas, e no sábado, também em dois horários, às 11h00 e às 15h00, para o público geral. Sempre no pequeno auditório do espaço bracarense.
Palavras de Joana Gama

O olhar da pianista e compositora Joana Gama sobre a natureza ganha um novo capítulo esta sexta-feira e sábado, no Theatro Circo. Depois de explorar árvores, pássaros e cogumelos, a artista apresenta o espetáculo ‘E as flores?’, para sensibilizar o público mais jovem, e não só, para a importância da preservação ambiental e da arte.

Sobe ao palco do pequeno auditório da sala bracarense, em quatro sessões, pelas 10h30 e 14h30, para escolas, e no sábado, também em dois horários, às 11h00 e às 15h00, para o público geral. Sempre no pequeno auditório do espaço bracarense.

O trabalho surge, segundo a artista, de um percurso de maturação e da partilha constante com o público. Um dos momentos fundamentais para a criação deste espetáculo surge durante uma residência artística na Madeira, em que a ideia surge de um caminhar pelo jardim botânico na Madeira, em que viu “uma flor que a deixou intrigada, com uma forma muito estranha”, refere.

Tão ausente nos dias de hoje, segundo Joana Gama, o tempo foi outro elemento essencial para a criação do espetáculo. A contemplação levou a artista a surpreender-se pelas formas e nomes científicos que agora transporta para o palco. “A ideia destas residências artísticas é mesmo ter esse tempo de qualidade para ser surpreendida e dar continuidade a isso mesmo”, refere.

Fotografia: Diana Tinoco
Fotografia: Diana Tinoco
Fotografia: Diana Tinoco

O espetáculo que apresenta em Braga, explica, é o seguimento de ‘As árvores não têm pernas para andar’, de 2020, e ‘Pássaros & Cogumelos, de 2022, num percurso que passa por um processo de “investigação, preparação, depois de fazer o guião, ensaiar, preparar o espetáculo”, enumera. A natureza, e tudo o que aprendeu sobre o tema, contribuiu para esta criação, mas também a influência “das experiências anteriores.”

Neste capítulo final, a pianista explora a relação vital entre as flores e os polinizadores. O espetáculo revela as estratégias fascinantes, cores e texturas que as plantas utilizam para atrair a vida, abordando “este lado fascinante da natureza e, neste caso, das flores em particular”. Embora com uma comunicação acessível para os mais novos, a criadora sublinha que o espetáculo é para “todas as idades”, defendendo que a natureza é um elemento “acessível a todos e é algo que promove a igualdade”, remata.

c/Carolina Damas

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Marcelo Hermsdorf
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