Inter-reformados de Braga exige aumento de 5% nas pensões e reforço de apoios sociais

Exigir o aumento das reformas e o reforço da rede de lares e creches. Estes são alguns dos objetivos do Dia da Indignação e Protesto, no qual um conjunto de pensionistas se junta na Segurança Social de Braga para exigir melhores condições de vida.
A iniciativa é organizada pela Inter-reformados de Braga, em conjunto com a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos, e está agendada para esta quinta-feira, às 15h00.
Pensionistas de todo o distrito vão juntar-se com o objetivo de exigir resposta a muitos reformados que vivem com remunerações abaixo do limiar da pobreza, que segundo o Instituto Nacional de Estatística, está fixado nos 723 euros por mês.
“Existe um milhão e meio de reformados com reformas até 510€, portanto, é metade dos reformados que existem no país. Hoje em dia é inadmissível.“
João Oliveira Sousa, da Inter-reformados de Braga
Em declarações à RUM, João Oliveira Sousa, da Inter-reformados de Braga destaca as principais reivindicações: o aumento intercalar das pensões, no valor de 5% e de 75 euros para as mais baixas, “uma vez que os 2,8% atribuídos pelo atual Governo são há muito insuficientes para fazer face ao grande aumento de preços”.
Mais de 200 mil pensionistas entregaram na Assembleia da República uma carta na qual reivindicam, ainda, a gratuitidade dos medicamentos, reforço da oferta de lares, mais Centros de Dia e transportes públicos com passes gratuitos em todo o país.
Esta manifestação surge para exigir mais atenção do Governo para a situação alarmante de muitos reformados com baixas pensões, que se vêm obrigados a escolher entre “comprar comida ou medicamentos”.
Sem precisar o número de pessoas que vão marcar presença na paralisação, João Oliveira Sousa garante já que um autocarro lotado, com passagens por Vila Nova de Famalicão e Guimarães, trará manifestantes para se juntarem à causa.
