Guimarães Espera ter a primeira praia fluvial certificada até 2027 em pacote de 1,4 ME para o ambiente e mobilidade

Além da praia fluvial, o pacote garante 400 mil euros para a primeira fase do Jardim D. Afonso I, e mais 500 mil euros para acelerar a transição na mobilidade através dos estudos do BRT (Metrobus) entre Braga e Guimarães.
Palavras de Ricardo Araújo e Maria da Graça Carvalho.

Guimarães vai ter a primeira praia fluvial certificada do concelho até 2027. Esta é a expectativa do presidente da autarquia, Ricardo Araújo, que assinou esta sexta-feira três protocolos estratégicos, garantindo um financiamento de um milhão e 400 mil euros do Governo e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Com um investimento de 500 mil euros para transformar a Praia do Vaqueiro, na União de Freguesias de Souto Santa Maria, Souto São Salvador e Gondomar, na primeira zona balnear fluvial oficialmente certificada de Guimarães, Ricardo Araújo destacou que este é o cumprimento de “um objetivo antigo”.

Além da praia fluvial, o pacote garante 400 mil euros para a primeira fase do Jardim D. Afonso I, que vai ligar a zona do Castelo de Guimarães à Universidade do Minho (UMinho) – integrado num programa de restauro de ecossistemas urbanos e adaptação às alterações climáticas – e mais 500 mil euros para acelerar a transição na mobilidade através dos estudos do BRT (Metrobus) entre Braga e Guimarães, assegurando igualmente a ligação à futura estação ferroviária de Alta Velocidade.

Obras arrancam este ano com os olhos postos em 2027

O projeto global para o conjunto das intervenções ronda os “2,5 a 3 milhões de euros”, segundo Ricardo Araújo. O presidente da Câmara garantiu ainda que a autarquia já se encontra a desenvolver os estudos técnicos e o cronograma é ambicioso, sublinhando que os prazos do protocolo apontam para o horizonte de 2026, para o arranque das obras, e “chegar a 2027 com estes projetos concluídos”.


Já a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, fez questão de focar o simbolismo que a futura praia balnear carrega, especialmente por estar localizada numa linha de água que recupera de um passado pesado de poluição.

“Só temos uma praia fluvial quando a qualidade da água é excelente. E isso significa que o Rio Ave, que durante muitos anos teve problemas de poluição, foi recuperado”.


Mais do que a engenharia financeira que envolve os três projetos, a ministra detalhou que muito do trabalho que vai ser feito na praia fluvial é de responsabilidade da “própria APA, e outra parte pelo município”. Já o Jardim D. Afonso I, no centro da cidade, terá um custo total a rondar os quatro milhões de euros, e que vai receber novos cofinanciamentos nas fases seguintes por parte da pasta.

A governante ressaltou ainda que a estratégia adotada em Guimarães é o espelho das metas ecológicas europeias para as próximas décadas. “Guimarães teve, durante muito tempo, indústria que deixou impacto na água, no próprio rio, na cidade. A indústria mudou, mas é preciso restaurar o que ficou dessa indústria do passado. E Guimarães já fez muito esse caminho”, concluiu a ministra do Ambiente.

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Marcelo Hermsdorf
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Jornalista na RUM

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Carolina Damas
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