Guimarães celebra as palavras com o Festival Húmus em ano de Capital Verde Europeia

Guimarães volta a ser o epicentro do pensamento crítico com a 10.ª edição do Festival Literário Húmus. Inspirada este ano por uma frase de Raul Brandão: “E ainda o que nos vale são as palavras, para termos a que nos agarrar”, o Centro Cultural Vila Flor (CCVF) transforma-se na casa das palavras entre os dias 7 e 12 de março.
A programação, apresentada na Biblioteca Raul Brandão, assume-se em 2026 como um momento de “diagnóstico e inquietação”. “Esta frase foi escolhida primeiro porque as palavras nos agarram em forma de raiz, e é o que nos traz o pé à terra e à realidade”, refere a diretora da Biblioteca.
Juliana Fernandes, ressalta que a programação faz uma ponte “subtil” com a Capital Verde Europeia, no ano em que Guimarães assume este título. A programação integra mesas de debate, entrevistas de vida, apresentações de livros, sessões para escolas, programação infantojuvenil, exposições e uma minifeira do Livro, envolvendo o mercado livreiro vimaranense.
Entre os nomes confirmados destacam-se Valter Hugo Mãe, Ondjaki, Patricia Reis, Hugo van der Ding e Itamar Vieira Junior, entre outros autores e criadores de diferentes gerações e geografias, a par de escritores e artistas locais. No primeiro dia, o destaque fica para as mesas-redondas com a presença de Maria Francisca Gama, M. G. Ferrey e Itamar Júnior.
No domingo, 8 de março, o escritor e jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho concede uma entrevista de vida no festival. Enquanto, autores e criadores de diferentes gerações e geografias, a par de escritores e artistas locais, juntam-se para conversas entre os dias 9 e 12.
A vereadora da Cultura na câmara de Guimarães, Isabel Ferreira, define que esta edição serve também para um diagnóstico sobre o futuro do festival. Além dos autores em maior número, o festival pretende refletir a “forma de olhar para o livro, de tratar o livro e de dialogar”, com a preocupação “de acrescentar algo”, remata.
