GUIdance celebra 15 Anos entre o regresso de grandes nomes e a afirmação de novos talentos

O Festival Internacional de Dança Contemporânea decorre entre 5 e 14 de fevereiro.
Palavras de Rui Torrinha e Francisco Neves

O GUIdance chega a sua 15ª edição, assumindo-se como um espaço de reflexão profunda sobre o futuro da criação artística em Guimarães. O Festival Internacional de Dança Contemporânea decorre entre 5 e 14 de fevereiro com nomes como Akram Khan, Marie Chouinard, Olga Roriz e Tânia Carvalho, que regressam ao festival para cruzar momentos do passado com o futuro.

A apresentação do evento, realizada esta terça-feira no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), reforçou o lema ‘ sincronização da diversidade’, que orienta a edição 2026.O diretor do festival, Rui Torrinha sublinhou que ‘não se muda o futuro sem a criação’, um desígnio que tem marcado a arte contemporânea na cidade através d’A Oficina. “15 anos depois, o festival consegue já colocar no seu cardápio artistas de Guimarães”, ressaltou.

Este ano, o cartaz simboliza essa evolução ao cruzar o regresso de nomes icónicos, com a afirmação de talentos locais, destacando-se a estreia absoluta da coreógrafa vimaranense Ana Rita Xavier. Além desta estreia, ao longo dos 10 dias, entre performances, talks, debates e workshops são apresentadas ainda outras duas estreias absolutas e três em Portugal, com nomes do panorama internacional e nacionais.

O arranque cabe ao espetáculo ‘O Salvado’, de Olga Roriz, uma obra profundamente pessoal e introspetiva, centrada na figura da mulher e no seu processo criativo, adiantou a bailarina e coreógrafa. “Essa mulher sou eu, com as minhas memórias, com as minhas vivências, experiências e também referências”, referiu durante a sessão de apresentação. ”O que fizemos aqui foi pensar que há uma série de acontecimentos no mundo que nos influenciam o pensamento, o modo de agir, o modo de estar, e refleti-lo um pouco através daquilo que é um dos gestos mais primordiais e ancestrais do ser humano, que é a dança e é a coreografia”, destacou Rui Torrinha.

A canadiana Marie Chouinard regressa aos palcos vimaranenses com ‘bODY_rEMIX/gOLDBERG _vARIATIONS’, de 2005, já a Tânia Carvalho, um dos nomes mais internacionais da dança portuguesa, apresenta dois solos numa estreia absoluta ‘O Sono da Montanha’ e ‘O Gesto do Falcão’, com interpretação dos bailarinos Marta Cerqueira e Bruno Senune. Outro destaque, para Rui Torrinha, fica para Akram Khan Company, que encerra o GUIdance, com ‘Chotto Desh’.

O impacto do festival estende-se ainda à comunidade através das Embaixadas da Dança, que levam artistas às quatro escolas secundárias do concelho e ao centro de formação, onde a dança se alia ao ensino da língua portuguesa para migrantes, reforçando o papel social e inclusivo desta celebração, aponta Francisco Neves d’A Oficina. Para esta edição, o programa vai aoCentro Local de Apoio à Integração de Migrantes levar aos adultos a arte da Akram Khan Company.

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Marcelo Hermsdorf
Marcelo Hermsdorf

Jornalista na RUM

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