Governo diz que 73% dos exames nacionais já distribuídos estão corrigidos

O Governo garante que 73% dos exames nacionais já distribuídos para classificação estão corrigidos. O dado foi avançado esta quinta-feira pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, no final da reunião do Conselho de Ministros, numa altura em que o processo continua envolto em polémica devido a atrasos e constrangimentos na correção das provas.
“O número de classificações concluídas está a crescer significativamente. Como sabem, ontem à noite o ministro da Educação, Ciência e Inovação fazia referência a uma percentagem de 65%. Neste momento, há minutos, estávamos com 73%, apenas algumas horas depois.”
Governo fala em “progresso significativo”
Na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro afirmou que houve um “progresso significativo” entre quarta-feira e esta quinta-feira no ritmo de correção dos exames nacionais.
Questionado pelos jornalistas sobre o processo, o ministro da Presidência garantiu que resolver o problema é uma preocupação do Governo e assegurou que há “empenho total” no sentido de cumprir os prazos atualmente definidos.
O governante sublinhou que o ritmo de correção está a acelerar e que o Executivo está concentrado em assegurar que o processo decorre dentro dos calendários previstos.
Sobre uma eventual alteração ao calendário de acesso ao ensino superior ou sobre possíveis compensações às famílias, António Leitão Amaro afirmou que o Governo não tomou qualquer decisão nesse sentido.
“Neste momento o foco total é fazer evoluir os processos em curso, o ritmo de correção está a crescer significativamente e não chegámos ainda ao prazo legal.”
O governante insistiu que o esforço está, nesta fase, concentrado em fazer avançar os processos em curso e em garantir que os objetivos definidos são cumpridos.
António Leitão Amaro reconheceu também que há exames que ainda não foram distribuídos para correção, por razões diversas.
Segundo o ministro, estão a ser reforçadas capacidades e apoios dos serviços para ultrapassar essas restrições.
O Governo garante que, apesar das dificuldades, o objetivo continua a ser cumprir os prazos atualmente definidos para o processo de classificação dos exames nacionais.
