Futuro da Comunicação no contexto ibero-americano discutido no 19.º Congresso IBERCOM

Perto de 300 investigadores, provenientes de Portugal, Espanha e de países da América, são acolhidos na Universidade do Minho (UMinho) para o 19.º Congresso Ibero-americano IBERCOM de Ciências da Comunicação. O evento estende-se até esta quinta-feira, dia 9 de julho, sob o mote ‘Estudos Ibero-Americanos de Comunicação: Tensões, Recomposições Globais e Ativismos Contra-Hegemónicos’.
No total, o cartaz, que arrancou esta segunda-feira, conta com 52 sessões de discussão, focadas em perspetivar o futuro da Comunicação nestes países.
A hegemonia referenciada no tema do congresso remete para a presença assídua do inglês na comunicação internacional, com destaque para a investigação científica. De acordo com Moisés Martins, presidente da ASSIBERCOM, que organiza o congresso em conjunto com o Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, este aspeto ressalva a importância de defender a preponderância do português e do espanhol no contexto global.
Para que “a nossa própria cultura não seja secundarizada”, o português e o espanhol devem “associar-se”, de modo a “combater o seu apagamento”.
Os debates servem ainda para destacar a importância de promover o intercâmbio de alunos e professores entre Portugal, Espanha e os países da América Latina, de modo a garantir a cooperação académica.
Foi nessa base que foram convidados investigadores de todos os países associados à organização.
Até ao final do evento, o cartaz conta com duas sessões plenárias. A primeira está agendada as 14h desta quarta-feira, com o título ‘Equipas Permanentes de Investigação na Assibercom: Política Científica; Comunicação Científica; e Pós-Graduação’.
No mesmo dia, às 15h30, ocorre a sessão intitulada ‘Os média e as práticas comunicacionais como espaços de resistência, criação e transformação social’.
