Festival Uncover regressa a Guimarães para refletir sobre o impacto da imagem na perceção

Entre 12 e 15 de março, a programação aposta em múltiplos formatos, desde workshops e performances a masterclasses e conversas.
Palavras de Tiago Sigorelho.

O festival Uncover regressa a Guimarães entre 12 e 15 de março para questionar a forma como vemos o mundo. A segunda edição da iniciativa que junta personalidades de diversas áreas pretende refletir, em profundidade, o que existe para lá da imagem.

Aos microfones da RUM, o presidente do Gerador, Tiago Sigorelho, que organiza o festival, sublinha que a iniciativa aposta numa construção horizontal, permitindo que os visitantes contactem diretamente com os convidados em diversas iniciativas. A programação aposta em múltiplos formatos, desde workshops e performances a masterclasses e conversas.

No cartaz, nomes de relevo nacional e internacional, como Franco Berardi, que orientará uma masterclass dedicada a refletir “sobre a manipulação da imagem na era dos populismos”. Ainda Bobby Duffy, investigador britânico e “especialista em dados de perceção versus realidade”, que apresentará o primeiro estudo realizado em Portugal a confrontar realidade e perceção, coordenado em colaboração com o Gerador.

Já Capicua, abre o festival, a 12 de março, com uma masterclass “sobre o papel da mulher na atualidade”, num tempo de fragilização democrática. Ainda estão confirmados, o coletivo de defesa dos direitos indígenas People’s Planet Project, o cineasta palestiniano Alaa Aliabdallah e o projeto Forensic Architecture, reconhecido internacionalmente pelo trabalho de investigação interdisciplinar sobre formas de violência, recorrendo a imagens de satélite, vídeos amadores, mapas e testemunhos.

O programa utiliza a imagem como metáfora central para debater a forma como as perceções se sobrepõem, muitas vezes, às realidades, além de refletir como a imagem pode ser utilizada de uma forma positiva e negativa. “A primeira edição correu muito bem, a segunda edição acho que é ainda mais ambiciosa”, garante.

Tiago Sigorelho refere que, para esta edição, a ligação à comunidade local foi alargada, contando com a participação de autores vimaranenses. Outro destaque do programa vai para a apresentação de obras audiovisuais desenvolvidas por dez jovens bolseiros, entre os 18 e os 25 anos, que integraram um programa de formação e criação, “sobre temas que achem relevantes” e que serão apresentadas durante os quatro dias do festival na Pousada da Juventude.

Antecipando o festival, desde janeiro o Uncover tem promovido um ciclo com sete sessões de conversas com o mote ‘Singularidades de Guimarães’, que abordam o significado da cidade e culminam no evento principal. O festival contará ainda com dois almoços comunitários para reforçar o contacto direto com os cidadãos.

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Marcelo Hermsdorf
Marcelo Hermsdorf

Jornalista na RUM

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