Falta de verba trava requalificação de espaços verdes em Gualtar. Prioridade é recuperar edifícios

São necessários cerca de 35 milhões de euros para intervenção no edificado e nas zonas comuns externas nos campi da Universidade do Minho, mas o orçamento disponível só atinge os dois milhões. De acordo com o reitor da UMinho, Pedro Arezes, a prioridade está a ser dada à reposição de telas e ao tratamento de infiltrações, sendo que as intervenções nos espaços verdes não figuram sequer na lista de prioridades.
Os números foram avançados pelo próprio durante a última reunião plenária do Conselho Geral da academia minhota, depois de ter sido questionado pelo conselheiro Miguel Martins sobre a requalificação e expansão dos espaços verdes dentro dos campi.
Com a suspensão da linha vermelha do BRT também a requalificação do terreno, que acolheria a estrutura e que atravessaria o campus, ficou sem efeito.
Tendo em conta os projetos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o orçamento disponível, as obras prioritárias foram definidas de acordo com a urgência das intervenções e a sua execução está dependente de uma linha de corte, que segundo o reitor estará “sempre dependente da disponibilidade” de financiamento.
“Isto para dizer que, nesse modelo de intervenção, segundo sei, a intervenção na zona verde do monte, não está sequer listada. Ou seja, de acordo com as nossas prioridades, as questões são muito mais de telas, de infiltrações de água nos edifícios, coisas como o pavilhão desportivo, que se não intervirmos agora, não conseguimos fazer sequer a recuperação do próprio edifício”
Além disso, no campus de Gualtar estão ainda identificados “dois pontos de pressão”. A Escola de Enfermagem “que ocupa edifícios mais ou menos temporários e até pouco disfuncionais para a unidade orgânica” e a Escola de Ciências que “também já há alguns anos assumiu a ambição de ter uma nova escola”.
“E, portanto, o que a Escola de Ciências está a fazer, eventualmente, é preparar-se com um projeto para que, se houver essa situação, esteja disponível.”
Por outro lado, está planeado para o espaço contíguo ao campo de futebol, o Centro de Construção Sustentável cujo projeto contempla também obras na área envolvente, ainda que de forma menos abrangente que um plano totalmente dedicado ao espaço verde.
De acordo com o reitor, não estão previstos trabalhos de manutenção dos espaços verdes por conta da UMinho, mas isso não impede a academia de procurar projetos semelhantes àquele que irá acontecer no campus de Azurém.
“Tivemos a boa notícia há pouco que a Câmara Municipal de Guimarães quer recuperar e fazer uma área de intervenção verde, com um jardim botânico, com uma série de valências nos espaços da universidade, junto com os espaços da Câmara, para fazer a zona tampão até o Castelo, toda ela protegida e num espaço verde, qualificado ao abrigo da própria capital verde europeia.”
O responsável garantiu, ainda, que existe um plano de ação da reitoria “não para o primeiro ano, mas para o mandato” que prevê a possibilidade de “rever as zonas verdes do campo de ambos os campi”, mas particularmente de Gualtar envolvendo sobretudo duas zonas: a zona do monte e a zona central, onde está previsto nascer a sede da Associação Académica.
