Estudo da UMinho clarifica que difusão de carga é mais previsível do que esperado

A descoberta ajuda a compreender melhor o comportamento da eletricidade a nível microscópico, essencial para o desenvolvimento de diversas tecnologias.

José Carmelo, investigador da Escola de Ciências da Universidade do Minho, descobriu que a eletricidade se move em certos materiais quânticos de forma mais regular do que indicavam estudos anteriores. A investigação, publicada na revista ‘Reports on Progress in Physics’, poderá ter impacto em tecnologias de ponta.

O erro das interpretações anteriores estava numa simetria que não estava a ser considerada, que impede o movimento extremamente rápido da eletricidade.

Aquilo que estudos anteriores sugeriam era que a eletricidade poderia espalhar-se quase instantaneamente, num fenómeno chamado ‘superdifusão’. José Carmelo percebeu, contudo, que a difusão de carga é mais previsível e controlada do que era anteriormente esperado.

A descoberta ajuda a compreender melhor o comportamento da eletricidade a nível microscópico, essencial para o desenvolvimento de diversas tecnologias.

Estes resultados podem ter impacto em certos sistemas de átomos ultrafrios, que ainda não são usados em tecnologia. Esses sistemas são obtidos a temperaturas perto do zero absoluto (0 Kelvin ou -273º C), algo muito dispendioso e apenas estudado por laboratórios muito financiados (como MIT, Harvard, ETH Zurique). Em Portugal não há investigação em sistemas de átomos ultrafrios

Além disso, permite clarificar debates internacionais sobre quando os sistemas quânticos seguem regras previsíveis ou se assumem um comportamento inesperado.

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David Braga
David Braga

Jornalista

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