Sumário
O novo álbum homónimo da cantautora Jana Horn afirma-se como o seu trabalho mais depurado e aventureiro até à data, aposta numa escrita mais solta, errante e intuitiva. A contenção sonora — voz suave, guitarra discreta, arranjos mínimos — não traduz fragilidade nem submissão; pelo contrário, há nas canções uma aceitação conquistada a custo e uma disponibilidade para recomeçar, mesmo quando o corpo ou a emoção vacilam.
Grande parte do disco nasce do primeiro ano difícil da artista em Nova Iorque, e essa sensação de desenraizamento atravessa as letras, sempre assombradas por começos e fins, pela instabilidade e pela pergunta recorrente sobre pertença. Um afago para estes dias mais cinzentos.
