Vereador da IL aconselha presidente João Rodrigues a desistir do BRT em Braga

O vereador da Iniciativa Liberal, Rui Rocha afasta qualquer possibilidade da linha vermelha do BRT ser executada em Braga dentro da meta temporal imposta pelo PRR, e diz que chegou a hora de o presidente, João Rodrigues decidir se desiste ou não daquele que foi um compromisso de campanha nas últimas autárquias.
Quando faltam seis meses para concluir a implementação da primeira linha [vermelha] de BRT na cidade, o município arrisca perder 76Milhões de Euros do PRR num investimento que começou por registar consensos entre a maioria e a oposição, mas que com a campanha autárquica e a entrada em cena de novos protagonistas foi afastando as diferentes forças.
De quatro linhas, o executivo ainda liderado por Ricardo Rio assumiu a dificuldade na sua concretização e desistiu de duas, passando finalmente para uma só, – a linha vermelha, – que previa a ligação entre a Estação e o Hospital de Braga, passando pelo interior do campus de Gualtar, da Universidade do Minho. A poucos meses da data limite para a conclusão dos trabalhos, a empreitada ainda não começou e Rui Rocha afasta qualquer hipótese de a mesma acontecer, pelo menos a tempo de o município segurar os 76ME do Plano de Recuperação e Resiliência.
Aos microfones da RUM e à margem da apresentação das cinco propostas da IL para o Orçamento da CMB de 2026, Rui Rocha declara que “a possibilidade de cumprir os prazos está totalmente ultrapassada” com o presidente João Rodrigues a deparar-se “com um dilema político grave”.
Lembrou que em campanha autárquica o candidato do PSD se comprometeu com o projeto do BRT “mas já terá absoluta noção que não é possível cumprir os prazos e que pela sua natureza e pela existência de uma única linha não será solução adequada para os problemas de mobilidade de Braga”.
Ora, os liberais que sempre criticaram esta solução, aconselham João Rodrigues a iniciar os estudos tendo em vista a instalação de um metro de superfície e a abandonar em definitivo o projeto do BRT. “Estará com um dilema de avança ou não avança, avança, investe e chegará à conclusão que não resolveu nenhum problema essencial de Braga. Por isso é que insistimos na necessidade de começar já a preparar a solução de um metro de superfície, essa sim, estrutural para o município”, reafirma.
