Cotrim de Figueiredo assume “derrota pessoal”, mas Seguro presidente será “responsabilidade do PSD”

Tal como o candidato apoiado pelo PSD, Cotrim de Figueiredo decidiu não endossar o voto.

Cotrim de Figueiredo declarou este domingo a derrota pessoal por não chegar à segunda volta. Ainda assim, diz que os apoiantes e a Iniciativa Liberal venceram.

Notando que mais de 900 mil portugueses depositaram a sua confiança nesta candidatura, o candidato apoiado pela IL diz que hoje “pode ser muito bem um caminho que se abriu”. Agradecendo em primeiro lugar aos filhos, Cotrim de Figueiredo mencionou “os estilhaços da campanha”. Seguiram-se agradecimentos à equipa de campanha, “a máquina mais eficaz de campanha que o país já viu”, assim como aqueles que integraram o movimento.

“Os portugueses estão confrontados com uma péssima escolha, (…) provalmente António José Seguro será o próximo presidente e isso ficará a dever-se a um erro estratégico da liderança do PSD”, declarou.

Sublinhe-se que os candidatos à esquerda declararam todos apoio a António José Seguro. Marques Mendes e Luís Montenegro não vão apoiar qualquer candidato na segunda volta, de acordo com as indicações que deixaram nos respetivos discursos.

António José Seguro, apoiado pelo PS, e André Ventura, apoiado pelo Chega, vão disputar a segunda volta das presidenciais, em 08 de fevereiro.

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Elsa Moura
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