Correntes d’Escritas: nomes “imperdíveis” e “históricos”, os destaques do festival para António Ferreira

A iniciativa que decorre entre 21 e 28 de fevereiro, em Póvoa de Varzim, regressa às origens no Cine-Teatro Garret e homenageia Álvaro Laborinho Lúcio.
Palavras de António Ferreira.

António Cabrita, Itamar Vieria Júnior, Miqui Otero e Rosario Villajos são os nomes imperdíveis da 27.ª edição do Correntes d’Escritas, para António Ferreira, autor do programa Livros com RUM. A iniciativa que decorre entre 21 e 28 de fevereiro, em Póvoa de Varzim, regressa às origens no Cine-Teatro Garret e homenageia Álvaro Laborinho Lúcio.

Considerado por António Ferreira como o primeiro e, possivelmente, o “grande encontro literário” em atividade em Portugal, o festival reúne este ano 108 autores de 17 nacionalidades em torno de 11 mesas de debate. Para o autor do programa ‘Livros com RUM’, esta edição é marcada por uma seleção internacional de peso. Além dos nomes incontornáveis, aponta ainda aos participantes históricos como Valter Hugo Mãe, Gonçalo M. Tavares, Rosa Alice Branco e Afonso Cruz.

Sublinha ainda que esta é uma “excelente oportunidade para conhecer a obra, sendo alguns (dos autores) facilmente abordáveis”, apesar de lamentar a “velocidade” com qual os encontros acontecem. Um dos nomes “imperdíveis” para António Ferreira é o autor português António Cabrita, que passou anos em Moçambique e, agora, regressa e pode “ser que redescubram a obra deste grande escritor”, refere.

O brasileiro Itamar Vieira Júnior, “excelente romancista”, é outro dos destaques, que vai lançar o romance ‘Torto Arado’ e marca o fim da sua trilogia dedicada ao Nordeste brasileiro. A presença da “grande revelação”, Miqui Otero, também é celebrada pelo autor do ‘Livros com RUM’. O catalão, tem o Simón, que chama de”extraordinário”. Também de espanha, Rosario Villajos, “uma grande escritora”, que traz temas contemporâneos, como a questão da mulher na sociedade.

Nos primeiros anos da iniciativa, “houve ali uma fase intermédia”, com argentinos, chilenos, agora, destaca, nomes europeus, espanhóis e falantes de português: brasileiros, da Guiné-Bissau, moçambicanos, cabo-verdianos ganharam espaço.

O mote desta edição, ‘A Casa’, carrega um simbolismo profundo ao homenagear Álvaro Laborinho Lúcio, antigo magistrado e escritor falecido em outubro passado. Segundo António Ferreira, a organização foi “perspicaz” ao adotar este tema, uma vez que a “casa” é um elemento central na construção das ficções de Laborinho Lúcio.

Além dos debates, o evento celebrará a edição número 25 da revista Correntes, que este ano homenageia José Carlos Vasconcelos.

Outro dos pilares do festival continua a ser a sua vertente pedagógica, levando os escritores às escolas do concelho da Póvoa de Varzim, permitindo um “encontro imediato de terceiro grau” entre os criadores e os jovens leitores.

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Marcelo Hermsdorf
Marcelo Hermsdorf

Jornalista na RUM

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