Contratos-programa da CMB geram discussão na última Assembleia Municipal de 2023

Ponto, abordado na Assembleia Municipal extraordinária no Altice Forum Braga, foi votado de forma individual por recomendação do Chega. 

Os contratos programa entre o Município de Braga e as empresas municipais, em especial o Teatro Circo, Bragahabit e a InvestBraga, deram que falar na última Assembleia Municipal de 2023, que teve lugar no ALtice Forum Braga.

No caso da sala bracarense está previsto um reforço de 41% em relação a 2023. No total, o Teatro Circo irá receber 4,1 milhões de euros. A Bragahabit contará com 1,8 milhões, sensivelmente o mesmo que no presente ano, e a InvestiBraga 400 mil euros. Neste caso, foi o contrato de ´naming` que gerou críticas por parte da oposição.

No total, o Município de Braga irá transferir 6,3 milhões de euros para estas três empresas municipais no próximo ano.

PS acredita que transferência para o Teatro Circo pode chegar aos 5 milhões de euros

João Nogueira, deputado do PS, começou a sua intervenção por frisar a premência de os eleitos terem acesso aos Planos de Atividades e Orçamento das empresas municipais, de modo a analisar com maior detalhe os documentos.

Na ótica do socialista, a transferência de verbas do Município de Braga para o Teatro Circo é superior aos 4,1 milhões de euros previstos no contrato-programa, visto que os custos referentes à “luz, água, alguns seguros, entre outros, são suportados pela autarquia”, ou seja, eleva para quase 5 milhões a comparticipação da câmara.

Em resposta o presidente do Município de Braga, Ricardo Rio, adianta que os documentos solicitados pelo deputado foram disponibilizados sim, mas na anterior reunião em que esteve em discussão o orçamento da autarquia para 2024. Quanto aos custos apontados afirma que “não é de todo verdade”, pois o Teatro Circo “suporta todos os encargos”.

O Chega votou contra os contratos do Teatro Circo e InvestBraga. João Gomes foi a voz do partido para explicar que consideram “exagerados os valores alocados ao Teatro Circo”. Quanto à InvestBraga, defendem que devido ao investimento feito na sua reabilitação deveria ser “autossuficiente”.

Bragahabit com quase 10 milhões de euros do PRR em execução.

Em relação à Bragahabit, João Nogueira destaca o desfasamento do orçamento de 1,8 milhões, em comparação com os custos de manutenção que a empresa municipal tem em mãos, na ordem dos 3 milhões de euros, e congratula o executivo de direita por dar continuidade às políticas implementadas pelo PS. O socialista aponta ainda o facto do RADA – Regime de Apoio Direto ao Arrendamento – sair do orçamento da Câmara Municipal e não da empresa. “Não onera aquilo que seriam encargos e engenharia financeira que equilibra a possibilidade da Bragahabit continuar a existir”, refere.

O edil bracarense sublinha a escala “drasticamente diferente do problema da habitação em Braga nos últimos dois anos” em relação ao período em que o PS governou os destinos da autarquia. Em 2023, a empresa deu resposta a 2.400 famílias o que corresponde ao dobro de 2021. Além disso, avança que também os apoios em valores médios também aumentaram. 

Quanto a investimento resultante do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) são quase 10 milhões de euros que estão já em execução e vão dar resposta a quase 190 famílias através da reabilitação das suas habitações. 

Informação barrada no contrato do Altice Forum Braga volta a dar que falar.

João Nogueira critica o facto de não ter sido divulgado se terá ou não continuidade o contrato de ´naming´ da InvestBraga com a Altice que termina no final de dezembro. O deputado lembra que caso este não seja formado o antigo PEB deve abandonar a designação de Altice Forum Braga.

Outra das questões levantadas diz respeito à informação barrada no contrato que foi cedido aos deputados, o que no entender do socialista, acaba por criar desconfiança.

Ora, Ricardo Rio diz que o processo está em fase de auscultação das entidades, logo ainda não há uma resposta final sobre a continuidade da parceria com a Altice. Quanto à informação oculta no contrato, o autarca declara que está relacionada com “questões de natureza comercial”. Informação essa que a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos, que por solicitação do PS emitiu um parecer sobre o documento, disse que podia ser excluído do documento público.

Os contratos-programa celebrados entre o Município de Braga e as Empresas Municipais para 2024 foram votados de forma separada por sugestão do Chega. Desta forma, o contrato com o Teatro Circo foi aprovado com 2 votos contra do Chega e 17 abstenções do PS, BE, CDU e presidentes de junta. No caso da Bragahabit foi aprovado com 14 abstenções e o da InvestBraga foi aprovado com 2 votos contra do Chega e 17 abstenções. 

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Vanessa Batista
Vanessa Batista

Jornalista na RUM

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