Contraponto regressa ao Theatro Circo com obras de Stravinsky, Tinoco e Varèse

Tem início marcado para as 21h30, deste sábado, na sala principal.
Palavras de Fernando Marinho.

O Theatro Circo recebe este sábado a Orquestra do Norte, a partir das 21h30, na sala principal. O espetáculo marca o arranque da edição 2026 do ciclo Contraponto.

Sob a direção do maestro Fernando Marinho, a orquestra apresenta a energia e o lirismo de ‘Octandre’, de Edgard Varèse, seguindo-se da obra ‘Before Spring’, do compositor português Luís Tinoco, com ‘A Sagração da Primavera’, de Igor Stravinsky, a fechar como o ponto alto da noite. “(A obra) foi o combustível que a história da música precisava para se desenvolver e para chegar até aos dias de hoje”, afirma.

Dividida em ‘A Adoração da Terra’ e ‘O Sacrifício’, “a obra charneira da história da música”, de Igor Stravinsky que é considerada um marco pela sua intensidade rítmica e dramatismo, revolucionando a música do século XX. Aos microfones da RUM, o maestro Fernando Marinho sublinha que a “há um antes e um depois da Sagração da Primavera”.

A interpretação da peça de Edgar Varèse abre a noite e, de acordo com o maestro, tem uma ligação profunda com a Sagração da Primavera, através da “força rítmica”. Assim como ‘Before Spring’, tal como o nome indica, está conectada e pensada de acordo com a obra central do programa, que ganha “uma reorquestração” daquilo que é a obra do Luís Tinoco, “que termina com a mesma nota que começa ‘A Sagração da Primavera’”.

O Contraponto é um ciclo dedicado à composição dos séculos XX e XXI, com ensembles e compositores locais, nacionais e internacionais.

c/Carolina Damas

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Marcelo Hermsdorf
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Jornalista na RUM

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Carolina Damas
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